quinta-feira, 23 de setembro de 2010

tolstoi

INTRODUÇÃO
Mais do que uma fugaz homenagem a um autor maior, o centenário da morte de Lev Tolstoi constitui um momento único para evocar, de forma perene, a imortalidade da sua obra. É, pois, um orgulho poder apresentar esta edição especial de Guerra e Paz, uma colecção em 10 volumes que confere a este livro - um dos grandes marcos da literatura de sempre - uma nova dimensão artística.
A genilaidade do texto, aqui traduzido do russo, é sublinhada pelo contributo de dois dos maiores nomes da cultura portuguesa, profundos admiradores da obra de Tolstoi: António Lobo Antunes, com uma reflexão profunda e muito particular sobre o conteúdo e o universo da obra, e Júlio Pomar, que a preenche de imagens fascinantes.
Nos anos 50, Júlio Pomar ilustrou uma edição de Guerra e Paz que seria distribuída em fascículos. No entanto, pelo contéúdo e, em particular, pelos desenhos, a circulação desses fascículos viria a ser proibida pela PIDE, o que define bem o valor histórico da obra.
Os Editores

literatura de viagens


"Estava com o meu filho de doze anos no clube vídeo, quando ele alugou O Verão de Kibujiro, um filme japonês com um tipo duro e um miúdo, onde a encantadora personagem do rufia cheio de tiques é representada pelo actor Beat Takeshi. Como poderia eu saber naquela altura aonde aquilo nos iria levar?" (19)
Peter Carey

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hanna Arendt e a ética

I
Responsabilidade
  • Ditadura e Responsabilidade Pessoal.
  • "A verdade é que temos de descobrir tudo desde o princípio, a partir da nossa ignorância, por assim dizer - quer dizer, sem a ajuda de categorias e regras gerais que transcendam as nossas experiências." (22)
  • "Serão os que dispõe de critérios e de normas que não se ajustam à experiência, ou os que não têm outro ponto de apoio para além da sua experiência, que é, além disso, uma experiência que não se deixa enquadrar por conceitos preconcebidos? Como poderemos pensar ou, o que é ainda mais importante no nosso contexto, como poderemos julgar sem nos abseramos em critérios, normas e regras gerais preconcebidos, aos quais possamos fazer corresponder os casos e as circunstãncias particulares? Ou, por outras palavras: que se passa com a faculdade humana de julgar quando se confronta com circunstâncias que significam a derrocada de todos os nossos critérios costumados e são, portanto, sem precedentes no sentido de não se encontrarem previstas pelas regras gerais nem tão-pouco como excepções a essas regras? Qualquer resposta válida a estas interrogações teria de partir de uma análise da natureza humana ainda extremamente misteriosa do juízo humano, e daquilo que este pode e não pode levar a cabo. Porque só se supusermos que existe uma faculdade humana que nos torna capazes de julgar racionalmente, sem que sejamos movidos nem pela emoção nem pelo contrário, os seus próprios princípios através da própria actividade de julgar; só se o supusermos, poderemos aventurar-nos. pelo nosso lado, neste terreno moralmente tão escorregadio, mantendo alguma esperança de virmos a descobrir terra firme." (23)
  • Algumas Questões de Filosofia Moral
  • Responsabilidade Colectiva
  • Pensamento e Considerações Morais
II
Juízo
  • Reflexões sobre Little Rock
  • O Vigário: um silêncio culpado?
  • O Processo de Auschwitz
  • O Feitiço Contra o Feiticeiro

terça-feira, 21 de setembro de 2010

stendhal e o amor


Amar é ter prazer em ver, palpar, sentir com todos os sentidos e tão perto quanto possível, um ser adorável e que nos ama.
Stendhal

p. salvador cabral, a polémica

O ano de 2000 foi um ano muito agitado para o P. Salvador Cabral com a publicação do livro "Fátima Nunca Mais ou Nunca Menos?" Fica aqui o registo, ou pelo menos algum, da época dessa mesma polémica pela imprensa famalicense (o jornal "Vila Nova" já não existe) e pela nacional. A esta hora, Deus que não pede justificações, estão os dois a conversar sobre tudo e nada e deambulam, escutando Deus a música de Cabral...



Cidade Hoje. V. N. de Famalicão (21 jan. 2000), p. 5




Expresso (26 Ago. 2000), pp. 8-9.


Opinião Pública. V. N. de Famalicão (10 Dez. 1999), p. 14






Opinião Pública. V. N. de Famalicão (5 Maio 2000), p. 12.


O Povo Famalicense. V. N. de Famalicão (25 Abr. 2000), p. 2


Público (16 Abr. 2000), p. 24



Público (21 Nov. 2000), p. 23


Vila Nova. V. N. de Famalicão (4 Maio 2000), p. 10
Vila Nova. V. N. de Famalicão, (20 Abr. 2000), pp. 2-3.































segunda-feira, 20 de setembro de 2010

p. salvador cabral (1943-2010)

P. Salvador Cabral (Fiães, Trancoso, 28-02-1943 / Braga, 19-09-2010)
A Minha Homenagem
Sacerdote (dominicano), pedagogo, músico e escritor, a actividade do P. Salvador Cabral foi multifacetada, para além das suas preocupações cívicas e sociais. O Arciprestado de Braga perdeu, num espaço curto de tempo, duas das suas personalidades sacerdotais mais irreverentes, nomeadamente o P. Alberto Azevedo, conforme aqui o noticiamos. Às vezes, o tempo passa rápido demais entre nós e depois pensamos quando foi a última vez que estivemos com as pessoas. No caso do P. Cabral, a última vez que estive com ele foi no Museu Bernardino Machado (há dois, três anos?) deslocando-se propositadamente com um pedido que lhe tinha feito: o seu curriculum, o mais possível detalhado, para o projecto do meu "Dicionário dos Escritores Famalicenses". Assim o fez, ultrapassando as minhas expectativas, oferecendo-me ainda a sua última publicação. Poucas vezes, desde que foi colocado na paróquia de Nine, conversamos. Mas, quando o encontro se realizava, era uma conversa animada pela certa. Fica aqui a minha homenagem. Quando li, já no final do dia, no Casal, a notícia do seu falecimento, no jornal Público e no Jornal de Noticias, não resisti em realizá-la aqui neste blog. Amanhã, o mais tardar, farei um destaque ao seu livro mais polémico "Fátima Nunca Mais ou Nunca Menos", publicado em 2000, com recortes de imprensa da época, não só locais, mas também os regionais e os nacionais.






Jornal de Notícias (20 Set. 2010), p. 39


Público (20 Set. 2010), p. 7