domingo, 19 de setembro de 2010

espinosa e as afecções


"A maior parte daqueles que escreveram sobre as afecções e a maneira de viver dos homens parecem ter tratado, não de coisas naturais que seguem leis comuns da Natureza, mas de coisas que estão fora da Natureza. Mais ainda, parecem conceber o homem na Natureza, como um império num império. Julgam, com efeito, que o homem perturba a ordem da Natureza mais que a segue, que ele tem sobre os seus actos um poder absoluto e apenas tira de si mesmo a sua determinação. Procuram, portanto, a causa da impotência e da incosntãncia humana, não na potência comum da natureza, mas não sei em que vício da natureza humana, e, por essa razão, lamentam-na, riem-se, desprezam-na, ou, o que acontece mais frequentemente, detestam-na; e, aquele que mais eloquentemente ou mais subtilmente soube censurar a importância da Alma humana, é tido por divino. É certo que não têm faltado homens eminentes (ao trabalho e ao talento dos quais confessamos dever muito) para escrever muitas coisas belas sobre a recta conduta da vida e dar aos mortais conselhos cheios de Prudência. Mas, ninguém, que eu saiba, determinou a natureza e as forças e, inversamente, o que pode a Alma para as orientar [...] Nada acontece na Natureza que possa ser atribuído a um vício desta; a Natureza, com efeito, é sempre a mesma; a sua virtude e a sua potência de agir é una e por toda a parte a mesma, isto é, as leis e as regras da Natureza, segundo as quais tudo acontece e passa de uma forma a outra, são sempre e por toda a parte as mesmas; por consequência, a via recta para conhecer a natureza das coisas, quaisquer que elas sejam, deve ser também una e a mesma, isto é, sempre por meio das leis e das regras universais da Natureza."
Espinosa

literatura de viagens


"Sonhei muitas vezes escrever um livro sobre Paris que fosse como que um grande passeio sem fim, daqueles em que nunca se encontra nada daquilo que se procura, mas sim aquilo que não se procurava."

cidadania e república


bigodes republicanos


mitos








quinta-feira, 16 de setembro de 2010

boletim cultural famalicão 30 anos

inquestionavelmente, para o dr. sá da costa
O "Boletim Cultural" da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão está de parabéns. Este ano (nascido em Novembro de 1980) comemora o seu 30.º aniversário. Assim justifico o facto de ter colocado aqui, no blog, nestes últimos dias, as capas do "Boletim Cultural" famalicense desde o seu início, assim como as respectivas separatas. Neste âmbito, o município famalicense e o seu departamento de cultura resolveu comemorar esta data com um colóquio sob a temática "Os Novos Caminhos: História Local e Regional", sendo a coordenação científica do Prof. José Viriato Capela, da Universidade do Minho, reunindo um conjunto de especialistas no campo da historiografia de diferentes universidades e estudiosos das principais revistas e boletins municipais, segundo consta do desdobrável entretanto já distribuído pela sociedade civil. Do programa consta a presença do Presidente da Câmara de Famalicão, Arq. Armindo Costa e de Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses. A primeira conferência será proferida pelo Prof. Viriato Capela, o qual já organizou a "História de Famalicão" em 2005, intitulada "As Revistas Fundadoras do regionalismo 1922-1974", seguido por Isabel Drumond Braga, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Da parte de tarde, haverá mais uma conferência de Pedro Gomes Barbosa (FLUL), terminando este colóquio com uma mesa redonda. Os participantes desta será constituída por Ana Maria Afonso ("Brigantia"), Amaro das Neves ("Revista de Guimarães"), Aurélio de Oliveira ("Bracara Augusta"), Rui Viana, o qual realizará uma perspectiva histórica das revistas vianenses, Artur Coimbra ("Dom Fafes"), Manuel Costa ("Boletim Cultural da Póvoa de Varzim") e Artur Sá da Costa, coordenador do "Boletim Cultural" da autarquia famalicense. Já no final do dia haverá a apresentação do "Boletim Cultural" n.º 5, da III série, do município famalicense, sendo o colóquio encerrado pelo vereador da cultura da câmara famalicense Paulo Cunha.

boletim cultural 3.ª série separatas