
"Os livros são as melhores provisões que encontrei para esta humana viagem." (Montaigne)
sábado, 9 de outubro de 2010
literatura e música na república
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
república e anarquismo

- I - Os Fundamentos do Anarquismo
- II - Condições Psicológicas
- III - Princípios Filosóficos
- IV - Nascimento e Desenvolvimento do Anarquismo
- V - A Espanha e o Colectivismo Libertário
- VI - O Individualismo Absoluto
- VII - O Anarquismo Crítico de Proudhon
- VIII - O Anarquismo Revolucionário: Mikhail Bakunine
- IX - O Evangelismo Libertário de Tolstoi
- X - O Comunismo Anarquista de Kropotkine
- XI - Propaganda Anarquista e Revolução
- XI - Pacifismo e Antimilitarismo
- XII - Esquerdas Selvagens
- XIII - O Anarco-Capitalismo
- XIV - Libertários de Direita
- XV - Terrorismo e Niilismo na Rússia
- XVI - Nechaev
- XVII - Os Atentados Anarquistas e França
- XVIII - Os Anarquistas en Guerra
- XIX - Anarco-Sindicalismo. Sindicalismo Revolucionário

- I - Os Predecessores do Socialismo Libertário
- II - Karl Marx e a Associação Internacional dos Trabalhadores até 1873
- III - Bakounine e o Movimento Anarquista até 1876
- IV - O Movimento Teórico Anarquista desde 1876 até à Actualidade
- V - A Propaganda peloFacto
- VI - Evolução Teórica do Anarquismo
- VII -Teoria Histórica Socialista
- VIII - A Evolução Económica
- IX - Em Sociedade Comunista
- X - A Evolução Política
- XI - Em Sociedade Comunista Anarquista

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
neruda ode ao livro
prémio nobel literatura 2010
- Tive conhecimento da atribuição do Nobel da Literatura de 2010 na hora do almoço. As notícias irrompiam pela televisão, e, numa simples nota de rodapé, lá aparecia a novidade do dia, em termos literários, a atribuição, pela Academia Sueca, do prémio nobel da literatura ao escritor peruano Vargas Llosa. E pensei logo, devo ter lá por casa alguma coisa; e aqui está o alguma coisa, numa simples homenagem ao nobelizado deste ano.

- "A vida que as ficções descrevem - sobretudo as mais conseguidas - não é nunca a que realmente viveram os que a inventaram, escreveram, leram e apreciaram, mas a fictícia, a que tiveram que criar artificialmente porque não a podiam viver na realidade e, por isso, se resignaram a vivê-la a penas da forma indirecta e subjectiva como se vive essa outra vida, a dos sonhos e das ficções. A ficção é uma mentira que encobre uma profunda verdade; é a vida que não foi, a que os homens e mulheres de uma determinada época quiseram ter e não tiveram e, por isso, foram obrigados a inventar." (13)
- "... a literatura é o melhor que foi inventado para defesa contra o infortúnio..." (19)
- "O romancista não escolhe os seus temas; é escolhidos por eles." (21)
- "... o romancista autêntico é aquele que obedece docilmente à sorientações que a vida lhe impõe, escrevendo sobre esses temas e fugindo daqueles que não nascem intimamente da sua própria experiência e lhe chegam à consciência com o carácter de necessidade. Nisso consiste a autenticidade do romancista: aceitar os seus próprios demónios e servi-los na medida das suas forças." (25)
- "A sinceridade ou a falta dela não é, em literatura, um assunto ético, mas sim estético." (38)
- "... o grande triunfo da técnica romanesca: alcançar a invisibilidade, ser tão eficaz na construção da história que dotou de cor, dramatismo, subtileza, beleza, sugestão, que já nenhum leitor detecte sequer a sua existência, pois, conquistado pelo feitiço daquele trabalho, não tem a sensação de estar a ler, mas sim a viver uma ficção que, por um certo espaço de tempo, pelo menos, conseguiu, no que diz respeito a esse leitor, suplantar a vida." (78)


quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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