quinta-feira, 4 de agosto de 2011

john rawls e a filosofia moral



"A razão é vista como algo que prescreve incondicionalmente certas ações, ou ainda com referência a algum fim ulterior. Contudo, diz Sidgwick, é possível ver o ideal moral antes como algo que atrai, que determina um bom ideal a ser buscado, do que como um preceito, ou um imperativo, da razão. A acção virtuosa, ou a retidão na ação, é vista não como um preceito de uma razão imperativa, mas como algo bom em si mesmo, e não meramente como um meio para um bem ulterior."


Rawls






John Rawls - História da Filosofia Moral. org. Barbara Herman; Trad. Ana Aguiar Cotrim. São Paulo: Martins Fontes, 2005.


Introdução

A Filosofia Moral Moderna


Hume

A moralidade psicologizada e as paixões

A deliberação racional e o papel da razão

A justiça como virtude artificial

A crítica do intuicionismo racional

O espectador judicioso


Leibniz

O seu aperfeiçoamento metafísico

Os espíritos como substâncias ativas: sua liberdade


Kant

Fundamentação: Prefácio e Parte I

O imperativo categórico: a primeira formulação

O imperativo categórico: a segunda formulação

O imperativo categórico: a terceira formulação

A prioridade do justo e o objecto da lei moral

O constutivismo moral

O fato da razão

A lei moral como a lei da liberdade

A psicologia moral da Religião, Livro I

A unidade da razão


Hegel

Sua Rechtsphilosophie

Vida ética e liberalismo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

da educação e da felicidade ii

Ophelia - "Litteratura. A Felicidade do Homem Comparada com a da Mulher". In Diário Ilustrado (26 Nov. 1892).

da educação e da felicidade


J. Severiano Pereira - "A Felicidade do Homem Comparada com a da Mulher". In Diário Ilustrado (26 Maio 1893).

josé saramago



JRS - Há uma faceta da sua escrita que é pouco explorada nas conversas que tiveram consigo, que é a questão da tradução - um tradutor é também, de certo modo, um escritor. E o senhor traduziu mais de sessenta obras. Escrever a ficção dos outros ajudou-o a tornar-se melhor escritor?


Saramago - Não, não ajuda nada! Ou tens a tua própria voz ou então não é o tempo que estás ocupado com uma voz alheia, o tempo que dura uma tradução, que te vai influenciar. Não, não é. Podes admirar aquilo que estejas a traduzir: o texto, o romance, o conto ou o que quer que seja. Mas não ao ponto de dizeres: vou fazer disto o meu modelo. Isso nunca me aconteceu.


JRS - Quando estamos a ler uma obra traduzida, estamos a ler o autor ou o tradutor?


Saramago - Eu creio que antes que chegue a essa tradução, já houve outra coisa que é a do próprio autor. O autor é um tradutor.


JRS - Em que sentido?


Saramago - Em que sentido? É alguém que traduz um sistema de sinais: emoções, pensamentos, eonhos, devaneios. Isso é um trabalho de tradução, porque tudo isso constitui uma linguagem que, se não encontrar uma forma comunicável de transmissão, fica cá dentro da cabeça de cada um de nós.

domingo, 31 de julho de 2011

pensar a república e portugal






"Apesar do período de 1910 a 1926 permanecer como um tema remoto às preocupações das novas gerações e de já não surgir como um simbolismo ao contrário do significado que teve para as gerações que vivenciaram o regime político que precedeu o actual, a história da República permanece uma ssunto controverso. Isto deve-se, e, parte, ao facto de que, independentemente das consequências da República, os seus esforços representaram a primeira tentativa do país para um governo mais democrático e representativo."





I - Uma introdução à história moderna de Portugal

II - Uma Monarquia sem ,omárquicos

III - Republicanização

IV - O 5 de Outubro

V - A jovem República: os primeiros passos, Outubro de 1910-Janeiro de 1913

VI - A República democrática- Janeiro de 1913 a Dezembro de 1917

VII - Guerras e revoluções. Janeiro de 1915 a Dezembro de 1917

VIII - O presidente Sidónio Pais e a República Nova, 1917-1918

IX - A República imóvel: a política parada

X - A honra do Exército

XI - No reino dos pronunciamentos. Dezembro de 1918-Abril de 1925

XII - A política do desespero. 18 de Abril de 1925-28 de Maio de 1926

XIII - O 28 de Maio

XIV - O que veio a seguir: da ditadura militar ao Estado Novo

XV - Conclusões


Apêndice A - Presidentes do Ministério, 1910-1933

Apêndice B - Presidentes da República, 1910-1933

Apêndice C - Lista seleccionada de organizações políticas


quarta-feira, 27 de julho de 2011

antónio pina

o dito do não dito, o invisível que é visível em nós


no mundo no outro




O Livro dos Saberes Práticos





O livro



E quando chegares à dura

pedra de mármore não digas: «Água, água!»,

porque se encontraste o que procuravas

perdeste-o e não começou ainda a tua procura;

e se tiveres sede, insensato, bebe as tuas palavras

pois é tudo o que tens: literatura,

nem sequer mistério, nem sequer sentido,

apenas uma coisa hipócrita e escura, o livro.



Não tenhas contra ele o coração endurecido,

aquilo que podes saber está noutro sítio.

O que o livro diz é não dito,

como uma paisagem entrando pela janela de um quarto vazio.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

alain tourraine



"Em que é que a liberdade, a felicidade pessoal ou a satisfação das necessidades são racionais? Admitamos que a arbitrariedade do Príncipe e o respeito por costumes locais e profissionais se opõem à racionalização da produção e que esta exige que as barreiras caiam, que a violência recue e que seja instaurado um Estado de direito. Contudo, isso nada tem a ver com a liberdade, a democracia e a felicidade individual, como bemo sabem os Franceses, cujo Estado de direito foi constituído com a monarquia absoluta. Que a autoridade racional legal esteja associada à economia de mercado na construção da sociedade moderna não é suficiente, nem de perto nem de longe, para demonstrar que o crescimento e a democracia estão ligados entre si pela força da razão. Eles estão-no pela sua luta comum contra a tradição e o arbítrio, portanto, pela negativa, e não de uma maneira positiva. A mesma crítica é válida para a suposta ligação entre a racionalização e a felicidade, e com a legitimidade redobrada. A libertação dos controlos e das formas tradicionais de autoridade permite a felicidade, mas não a assegura; ela apela à liberdade mas, ao mesmo tempo, submete-a à organização centralizada da produção e do consumo. A afirmação de que o progresso é a marcha em direcção à abundância, à liberdade e à felicidade, e que estes três objectivos estão fortemente ligados entre si, não passa de uma ideologia constantemente desmentida pela História."


Alain Tourraine






A MODERNIDADE TRIUNFANTE

I - As luzes da razão

II A alma e o direito natural

III O sentido da história


A MODERNIDADE EM CRISE

I A decomposição

II A destruição do Eu-mesmo

III A nação, a empresa, o consumidor

IV Os intelectuais contra va modernidade

V Saídas da modernidade


NASCIMENTO DO SUJEITO

I O sujeito

II O sujeito como movimento social

III Eu não sou Eu-mesmo

IV A sombra e a luz

V O que é a democracia?


Pontos de chegada