quinta-feira, 14 de julho de 2011

camilo e o porto ii

visões do então jornalista camilo sobre a cultura social portuense, neste caso sobre o carnaval. estas "coisas que só eu sei" foram publicadas no jornal "o portuense" em 1853. esta crónica social, de amores que se encontram socialmente, conta-nos uma festa de carnaval no teatro s. joão, foi, depois, republicada no jornal "a concórdia" e mais tarde inserido na miscelânea "cenas contemporâneas". o alvo da crónica é "um dominó de cetim". são so primeiros exercícios literários de camilo sobre a intertextualidade metaliterária, caracterizando as personagens através dos escritores que então leu e lidos.






"... em Portugal, um dominó em corpo de mulher, que passeia «sozinha» num teatro, permite umas suspeitas que não abonam as virtudes do dominó, nem lisonjeiam a vaidade de quem lhe recebe o conhecimento."




"... é mais fácil descobrir um mundo novo que uma mulher ilustrada. É mais fácil ser Cristóvão Colombo que Emílio Girardin´."




"Como o poeta se chama não sei, nem importa. Imagina tu que és um poeta, fantástico como lamartine, vulcânico como Byron, sonhador como MacPherson e voluptuoso como Voltaire aos 60 anos. Imagina tédio desta vida chilra que se vive no Porto te obrigou a deixar no teu quarto a pitonisa descabelada das tuas inspirações, e vieste por aqui dentro a procurar um passatempo nestes passatempos alvares de um baile de Carnaval. Imagina que encontravas uma mulher extraordinária de espírito, um anjo de eloquência, um demónio de epigrama, enfim, uma destas criaturas miraculosas que fazem rebentar uma chama improvisa no coração mais de gelo, e de lama, e de toucinho sem nervo. Ris? Achas nova a expressão, não é assim? Um coração de toucinho parece-te uma ofensa ao bom senso anatómico, não é verdade? Pois, meu caro dominó, há corações de toucinho estreme. São os corações, que ressumam óleo em certas caras estúpidas..."




"O poeta devia ser mais generoso com a desgraça, porque a missão do poeta é a indulgência não só para as grandes afrontas, mas até para os grandes narizes. / - Será; mas o poeta, que transgrediu a sublime missão de generosidade para com as mulheres feias, vai ser punido."




"Sabes tu que eu tenho um profundo conhecimento do coração humano? Já vês que não sou a mulher que imaginas, ou quererias que eu fosse. Não comeces a desvanecer-te com uma conquista esperançosa. Faz calar o teu amor-próprio, e emprega a tua vaidade em bloquear com ternuras calculadas uma inocente a quem possas fazer feliz, enquanto a enganas..."




"As rosas purpurinas dos vinte anos tinham-lhe sido crestadas pelo hálito abrasado dos salões. A placides extemporânea de uma vida agitada via-se-lhe no rosto protestando não contra os prazeres, mas contra a debilidade de um sexo que não pode acompanhar com a matéria as evoluções desenfreadas do espírito. Mas que olhos! mas que vida! que electricidade no frenesi daquelas feições! que projeccção de uma sombra azulada lhe descia das pálpebras! Era uma mulher em cujo rosto transluzia a soberba, talvez demasiada, da sua superioridade."










camilo e o porto




"... entre mim e o Porto, há duas mil léguas de ar livre. Tentei-o lá, mas não sei que prestigioso terror me encadeava ao porte das conveniências! / É coisa que está na atmosfera do Porto."



"Por esses tempos, era eu, moço de coração, de fantasia, sonhava, poetizava, carpia, exagerando-as, as dores alheias, interessava-me em saber os segredos das mágoas misteriosas e imaginava-me dotado de tanta sensibilidade e condão de consolar que, se acontecia aproximar-me da pessoa sofredora, a minha maior glória era enxugar-lhe as lágrimas, com não sei que expressões de alívio, esquecidas hoje."




Camilo, O Filósofo da Trapeira

quarta-feira, 13 de julho de 2011

romantismo(s)

para yoli, docemente




... cantava o amor que se aperfeiçoa pela morte, o Amor que não morre nem no túmulo."


Oscar Wilde




O primeiro livro que o "Diário de Notícias" oferece aos seus leitores, na sua colecção anual (e que já vem desde o ano 2000, suponho), é de contos que intitulou "Românticos". Tem textos de Oscar Wilde ("O Rouxinol e a Rosa"), de Guy de Maupasant ("De Viagem"), de Anton Tchekov ("Amor"), de Rainer Maria Rilke ("A Fuga") e, finalmente, de Aldous Huxley ("Hubert e Minnie"). Se no primeiro conto nos deparamos com o amor platónico não ideal, mas real, se no segundo temos o amor como compaixão e de resignação, o amor de agradecimento, no terceiro o amor mistério prático, que de mistério nada tem, porque se prevê no futuro, o amor da ignorância porque simplesmente se ama, digamos, o amor da indiferença conjugal, no quarto conto o amor-traição feito esperança, parecendo recair a culpabilidade nos outros, mas recaindo no próprio ser humano pela não responsabilidade, o último é o corolário de todos os outros, porque será, precisamente, no amor imaginário que não se concretiza na prática, a idealização metafísica do próprio amor que não se concretiza e não se materializa. Mas a personagem que a todos deve encantar e fascinar é, indiscutivelmente, o rouxinol, o qual, num acto de doação caritativa pela possível pureza amorosa do estudante, doa a sua própria vida, para que o estudante consiga o seu amor, que é, simplesmente, frustrado. Amor imaginativo no real não correspondido, nem sequer foi experiência vivencial, como em Hubert, o qual, perante a realidade, fugiu, temendo Eros no momento da entrega. As desculpabilidades do humano são sempre muitas. Neste exemplo, o do estudante, como poderia ele perceber as palavras do rouxinol no seu acto doativo, se nunca teve, pelo menos, a experiência vivencial do encontro? Veja-se a simplicidade com que Oscar Wilde nos transmite sobre aquilo que poderá ser a pureza do amor, nessa dupla entrega unitária: "A única recompensa que te peço é que sejas um amante fiel, pois o Amor é mais sábio que a Filosofia, por mais sábia que esta seja; e é mais forte do que o poder, por mais poderosos que este seja. Tem asas de fogo, e cor de fogo tem o seu corpo. Há uma doçura de mel nos seus lábios e o seu hálito lembra o incenso." O estudante, que não percebeu nada destas palavras, resigna-se, desconfiando da boa-vontade do amável rouxinol. Quando conseguiu a rosa vermelha para o estudante, e este lá foi oferecer à sua amada para conseguir a dança e os seus sorrisos e os seus afectos, esta já tinha materializado o amor num outro pretendente, não corporalmente feito Eros, mandando o estudante às favas. O amor idealizado é o amor da ilusão. Comenta o estudante: "Que coisa estúpida é o Amor. De nada serve a lógica, porque nada prova: conta-nos sempre coisas que nunca sucederão e faz-nos acreditar em coisas que não são verdadeiras. Na realidade, não tem nada de prático, e nos tempos que correm, ser prático é tudo.Voltarei à Filosofia e estudarei Metafísica." Terá simplesmente uma vida estúpida, porque a Filosofia e a Metafísica com o Amor ainda saberão melhor! O amor na esperança. O amor será, precisamente, todo o contrário das suposições do estudante, porque a idealização metafísica do amor pela literatura (Hubert) será o fracasso perante a realidade. Camilo nos explifica isto mesmo em muitos dos seus romances. O amor de nada estúpido é, o amor não precisa da lógica e da racionalidade, é como é, desabrocha, os acontecimentos sucedem-se maravilhosamente, é prático porque vivencial no encontro e ainda podemos acreditar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

bernardino machado e francisco giner de los ríos

a minha prenda de aniversário para o dr. sá marques, com mais uma primavera invejável, um abraço fraternal e saudoso deste amigo que não o esquece, nem a si nem à sua família.




Para além dos estudos de Gerald Moser, precisamente "A Amizade entre Bernardino Machado e os Irmãos Giner de los Ríos" e "O Lusófilo Exemplar. Francisco Giner de los Ríos", o primeiro publicado na "Seara Nova" (1961) e o segundo na "Vértice" (1960), temos também um mais recente, de Eugenio Otero Urtaza intitulado "Bernardino Machado e Francisco Giner de los Ríos: entre 1886 e 1910. Amizade, Iberismo e Espírito de Reforma Educativa", estudo que se encontra publicado na "Revista de Pensamento do Eixo Atlântico" (2003). Entre os três estudos, não conheço mais nenhum até hoje, há uma linha de continuidade: a originalidade do pensamento de Bernardino Machado e de Francisco Giner de los Ríos através do plano educativo para a renovação mental da sociedade, no caso deles, e consecutivamente, de Espanha e de Portugal. Um iberismo único, para além das perspectivas políticas, que tantas polémicas causaram nos finais do século XIX em Portugal, unindo-os o mesmo ideal reformista da sociedade pela educação num sentido prático e de consciências livres. A base que sustém os respectivos estudos é, particularmente, a correspondência de ambos: enquanto que Gerald Moser se baseia na correspondência entre Francisco Giner e Bernardino Machado, por seu turno, Eugénio Urtaza utiliza a correspondência de Bernardino Machado para Francisco Giner. A minha perspectiva é contribuir com mais uma achega da relação de amizade, cívica e intelectual, de Bernardino Machado e Francisco Giner, através dos textos do primeiro e das suas referências que realiza perante o segundo. Julgo que esta relação textual, para uma maior compreensão de ambos, ainda não está feita, faltando, suponho, o mesmo no plano inverso, de Francisco Giner relativamente a Bernardino Machado. Desta forma, a primeira referência que Bernardino Machado efectua relativamente a Francisco Giner é, precisamente, no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano. Vice-Presidente do respectivo Congresso, Machado refere-se ao Instituto Libre de Enseñanza e a Francisco Giner nos seguintes termos: "Um facto se patenteou no Congresso, que merece ser posto em alto relevo: a renovação operada na pedagogia espanhola pela sábia, cordialíssima e intrépida iniciativa da Institución Libre de Enseñanza de Madrid que de todas as boas armas de propaganda tem lançado mão na sua benemérita campanha, e que sobretudo pela virtude e autoridade do seu exemplo conseguiu influir profundamente não só nos métodos de ensino, ams ainda, o que é mais, nos costumes escolaresm desenvolvendo os costumes de família entre professores e discípulos e a todos atraindo para o mais puro culto do dever. Desta intimidade moral davam um testemunho, além de Madrid, várias Universidades da província, principalmente Oviedo. O Congresso, pode dizer-se, que era a um tempo o efeito e a demonstração da larga e poderosa influência dos superiores espíritos que dirigem a Institución entre os quais avulta, por mais que individualmente se retrata, um dos primeiros educadores modernos, D. Francisco Giner." (Pedagogia - I, V. N. de Famalicão, 2009, p. 434). Aqui, nesta citação, está precisamente o que os uniu, enquanto pedagogos: a fraterna conciliação dos espíritos numa fraternização intelectual e relacional entre professores e alunos para a consciencialização moral do segundo em plena liberdade de responsabilidade. Das influências de Julian Sans del Río e das origens da Institución Libre de Enseñanza, Machado nos explica o "mesmo sentimento patriótico de regeneração" que "agita profundamente a alma espanhola" no texto "A Pedagogia Nova em Espanha", principalmente a partir de 1876, na medida em que surge uma ordem real de que o "ensino universitário é taxado de nefasto à religião e às instituições." Os protestos não pararam. As origens da Institución de Giner estão nestes acontecimentos." (Pedagogia -I, V. N. de Famalicão, pp. 451-454). Destas duas referências de 1892, surge uma em 1896 nos seguintes termos: "Dos estrangeiros que hoje fazem opinião em assuntos de pedagogia, um dos mais eminentes é, sem dúvida, o douto professor espanhol, Francisco Giner. / O seu saber só é comparável aos seus serviços. De Madrid, onde ele é a alma da Institución Libre d`Enseñanza", a sua influência irradia por toda a Espanha; e é verdadeiramente belo e educativo este espectáculo das relações cordiais em que o magistério da nação vizinha se une intimamente entre si para o eficaz desempenho da sua missão. / Saudemos na pessoa do ilustre catedrático da Universidade Central, de Madrid, o sábio e o patriota." ("D. Francisco Giner". In Pedagogia - I, V. N. de Famalicão, p. 650). Um elogio público de uma amizade já, praticamente, com dez anos de existência. Em 1900, Bernardino Machado nas famosas "Conferências de Pedagogia", ao historiar o avanço da pedagogia europeia, refere-se a Giner nos seguintes termos: "Junto a nós, aqui mesmo em Espanha, os principais professores, à frente dos quais o meu querido amigo D. Francisco Giner, em quem me inspiro também, procuram dirigir o ensino nacional." (Pedagogia - III, V. N. de Famalicão, 2009, pp. 162) e, em 1901, em "A Estudantina de Santiago de Compostela" recorda saudosamente os tempos passados na Institución (Pedagogia - III, V. N. de Famalicão, 2009, pp. 195.198). Recorde-se que em 1888 Bernardino Machado é nomeado Professor Honorário da respectiva Instituición. Finalmente, mais duas referências: quando Blasco Ibañez vem a Portugal e é recebido pelos republicanos em Lisboa, em Maio de 1909, Machado realiza um discurso em sua honra e refere o melhor da intelectualidade espanhola da época, não esquecendo, como seria lógico, Francisco Giner. Assim se refere ao pedagogo espanhol nos seguintes termos: "Para essa obra de sociabilidade e de colaboração mútua tem contribuído imenso, cimentando a união íntima da juventude espanhola, a Instituição Livre de Ensino, de Madrid, à frente da qual está um dos primeiros educadores do nosso tempo, D. Francisco Giner. Por isso, dirige-lhe também dali as suas saudações." Estamos aqui perante uma outra temática tão cara aos dois pedagogos: a socialização do ensino: um ensino virado para a sociedade, um ensino activo e não amorfo.("Blasco Ibañez". In Pela República: 1908-1909 - II. Lisboa: Editor-proprietario, Bernardino Machado, 1910, pp. 547-551). Da última referência que de momento possuo de Bernardino Machado relativamente a Francisco Giner, encontra-se num discurso do primeiro proferido no aniversário do Centro Republicano de Setúbal (O Mundo. Lisboa, Ano 10, n.º 3398 (18 Abr. 1910), p. 2), salientando a filosofia política do pedagogo espanhol: "Um dos maiores pensadores contemporâneos, o professor espanhol D. Francisco Giner, numa nota apresentada no fim do ano passado ao Congresso de Saragoça, sobre o conceito da lei no direito positivo, demonstrou magistralmente como desde o fim do século dezoito as revoluções populares de fazer o que no Governo os Reis e os Ministros filantropos, como o nosso Pombal, tinham querido mas não haviam conseguido fazer: harmonizar, pela lei, as instituições com a sociedade." Concerteza que voltaremos mais vezes a estas duas fascinantes personalidades.




portugal



"A autoflagelação é a má consciência da passividade, e não é fácil superá-la num contexto em que a passividade, quando não é querida, é imposta. Estamos a ser agidos. Nosso é apenas um nome em nome do qual outros agem para o bem que só é nosso se for também deles. Para agirmos temos de desviar os olhos desta paisagem e caminhar no escuro por alguns momentos até chegarmos às suas traseiras para ver os andaimes que a sustentam, observar a azáfama que por lá vai e identificar os lanços vazios à espera da nossa acção. O objectivo deste livro é identificar alguns desses lanços e, co m isso, reconstruir a esperança a que temos direito. Esperar sem esperança seria o pior que nos poderia acontecer. O nosso inconformismo ante tal cenário deve ser radical. / No primeiro capítuloi, falo breves precisões concentuais sobre as crises e suas soluções. No segundo capítulo, apresento uma reconstrução histórica de algumas contas mal feitas na nossa vida colectiva e nas nossas relações com a Europa. No terceiro capítulo, analiso o possível impacto das medidas de austeridade recessiva na vida dos portugueses. No quarto capítulo, proponho algumas medidas para sairmos da crise com dignidade e com esperança, tanto medidas de curto prazo como medidas de médio prazo. No quinto capítulo, centro-me nos desafios que se levantam às soluções que só fazem sentido se adopatdas a nível europeu e mundial. O maior desses desafios é travar e se possível inverter a preocupante proliferação do que desgigno por fascismo social. No sexto capítulo, defendo a necessidade e a possibilidade de um outroi projecto europeu mais inclusivo e solidário. Finalmente, no sétimo capítulo, defendo que a outra Europa possível só se concretizará na medida em que ela for capaz de partilhar os desafios da luta por um outro mundo muitíssimo mais vasto, mas, tal como ela, possível e urgente." (9)


I - As identidades das crises


II - Um diagnóstico português


III - A desmedida das medidas de auteridade recessiva


IV - Sair da crise com dignidade e esperança


V - Outros mundos possíveis: a ameaça do fascismo social


VI - Outra Europa possível


VII - Outro mundo é possível

domingo, 3 de julho de 2011

palavras do mundo

um livro que reúne os textos sobre josé saramago, a nível mundial, nos dias do seu falecimento. com prólogo de antónio costa e introdução de pilar del río, observamos a universalidade do escritor: textos da alemanha, argentina, bélgica, barsil, canadá, chile, colômbia, cuba, el salvador, espanhaestados unidos, frança, israel, itália, méxico, moçambique, nicarágua, panamá, paraguai, peru, portugal, reino unido, sara ocidental, uruguai e com uma série de depoimentos, a fundação josé saramago divulga, desta forma, o que de lá de fora, e de cá de dentro, pensaram então sobre o nosso mais do que nobelizado escritor. como nos diz pilar del río na introdução, Palavras para José Saramago "é um livro, claro, mas é também um dever de gratidão e um mapa sentimental e lúcido." e mais à frente: "Este livro pretende colmatar uma falaha, dizer qoa que se dedicaram o seu tempo e a sua sensibilidade a escrever sobre José Saramago que os seus textos foram lidos, guardados, acarinhados, entendidos. É também um roteiro, necessariamente incompleto, que se pode percorrer sentindo as sensações percebidas em cada país e contadas de forma magistral por escritores, jornalistas e professores, por críticos literários e por políticos..." A Fundação José Saramago está de parabéns por oferecer aos leitores saramaguianos esta "geografia sentimental" e universal.

castelao

para yoli, docemente




A Associaçom Galega da Língua, denominada AGAL, republicou no ano passado o livro de Castelao "Sempre em Galiza" numa edição portuguesa. A AGAL é uma associação sem fins lucrativos legalmente constituída em 1981, (faz este ano precisamente 30 anos) tem como um dos seus objectivos principais a dinamização plena da língua do galego-português da Galiza e a sua reintegração no âmbito linguístico a que historicamebnte pertence. o galego-luso-brasileiro. Ao mesmo tempo da republicação do livro de Castelao numa edição portuguesa, a AGAL publicou as "Sete Achegas a Castelao e ao Sempre em Galiza". Diz-nos Miguel R. Penas, Vice-Presidente da AGAL e director da Através Editora, a marca editorial da respectiva associação galega, que o Sempre em Galiza "é um dos alicerces ideológicos em que se apoiou o nacionalismo galego para se reconstituir após a barbárie fascista que comemçou no ano de 1936... É um livro fundamental para conhecer a Galiza, para nos aproximar do nosso país e da sua História e para sermos capazes de interpretar o porquê dum movkimento como o nacionalismo galego, o galeguismo político, que tem umas características próprias e que promove desde há quase cem anos a concepção da Galiza como uma colectividade nacional, como uma nação."






RODRÍGUEZ CASTELAO, Alfonso Daniel Manuel

Sempre em Galiza. Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao; Versão em língua portuguesa Fernando Vasquez Corredoira; Coord. editorial Miguel R. Penas, Alexandre Banhos; Glossário Fernando Vasquez Corredoira; Notas Ernesto Vasquez Sousa, Fernando Vasquez Corredoira. [S. l.]: Associaçom Galega da Língua, Através Editora, 2010. 580 p.






Fernando V. Corredoira - "Prefácio à Versão em Língua Portuguesa do Sempre em Galiza"

Camilo Nogueira - "A Rota do Sol"

Francisco Rodríguez - "Portugal e Nós"

X. M. Beiras - "Castelao e a Economia Galega"

Margarita Ledo - "Castelao Como mediação"

Encarna Otero - "Sempre na Galiza: leitura obrigada"

Luis G. ´Foz` - Castelao, Portugal e a Independência"