terça-feira, 8 de março de 2011

iii filo-café

a 3.ª palestra da associação portuguesa de ética e filosofia prática já se encontra agendada para o dia 11 de Março. tem como oradora convidada maria teresa barbosa, associada da associação, e é consultora filosófica, assim como também consultora organizacional. a moderação do debate está a cargo do aluno finalista da licenciatura de estudos artísticos e culturais da faculdade de filosofia de braga, antónio oliveira, o qual se encontra a realizar o seu estágio na apefp. a 3.ª palestra do III filo-café realizar-se-á pelas 21h30 na biblioteca da escola secundária d. sancho I, em vila nova de famalicão. depois do amor nos filósofos, da ética animal, é agora a vez da temática da filosofia prática e a consciência.


segunda-feira, 7 de março de 2011

paulo ferreira da cunha política e ética




paulo ferreira da cunha



"O intuito deste livro é assumidamente duplo: instruir no conhecimento do passado e no presente da Filosofia Política, quer para o puro deleite do espírito (conhecimento desinteressado), quer para solidificação da nossa cultura política. (conhecimento abertamente interessado). Com ingenuidade, talvez, ainda acreditamos que um político e um cidadão que tenham comvivido com as figuras e os temas que aqui discutimos precisarão de ser muito profundamente maus para não agirem com mais ponderação, e, logo, com mais justiça. E mesmo que moralmente de nad avalha o conhecimento filosófico-político, ainda ssim vale no enrqiquecimento cultural. Já não é pouco. A própria ilustração já seria um valor em si. idadãos e políticos cultos, ao menos cultos politicamente, não poderão, por exemplo, enveredar por políticas anticulturais, num egoísmo exclusor dos outros. Antes certamente fomentarão políticas culturais que permitam aos demais, aos jovens, desde logo, o acesso a esses bens preciosos. Estaremos enganados? Só os não cultos «puxam da pistola» quando ouvem falar de cultura." (10)







domingo, 6 de março de 2011

kazantzaki e zorba


um hino à vida, no seu melhor e no seu pior...




zorba, o grego

mitologias camilianas - sob a tutela de aquilino

escrevo aqui as primeiras linhas de um trabalho ainda inédito sobre a interpretação de aquilino relativamente a camilo, argumentando com harold bloom, bigotte chorão, josé régio, paul de mann, a. do prado coelho, paul ricoeur, entre tantos outros.


Partindo do princípio que o que preocupa Aquilino Ribeiro enquanto crítico e leitor omnisciente e consciencioso de Camilo é o desvelamento textual do mundo camiliano, entre a interioridade do texto como autor e narrador, e, por outro lado, a exterioridade na categoria do biográfico, situa-se aqui Aquilino enquanto leitor interpretativo. Assim nos evidencia para além da questão do meramente biográfico, definitivamente rompendo com a geração romântica de 1925 - porque não aqui evocar Bigotte Chorão, para o qual cuja geração de 1925 efectuou simplesmente "celebrações exteriores" em diferença das comemorações do centenário do falecimento de 1990, considerando que estas foram "um camilianismo mais exigente, digamos que mais interiorizado". E se hoje tomo cânone meus, salvo seja, Aquilino e Camilo, deve-se a tal ao desvelamento que Aquilino efectuou à obra camiliana, a alguns mundos camilianos que ele próprio interpretou, descodificando-os, assim o tomando como linha orientadora e tutelar da existência desses mesmos mundos, revelando-os numa linha sedutora de linguagem, proporcionando uma viagem iniciático-textual que Aquilino imprime ao seu "Romance de Camilo", assim como no contexto geral da obra, na linguagem de José Régio "escritor arcaizante". Aliás, Régio chama-nos a atenção neste relacionamento de Aquilino com Camilo quando nos diz que "cremos que ainda hoje está por estudar, no seu íntimo sentido, este pendor arcaizante (em nosso dias representados por um mestre como Aquilino.)" Ora, e o que é que Aquilino pretendeu com esta biografia romanceada de Camilo? Ele próprio nos diz nos seguintes termos: "Este livro, em despeito do título, não pode considerar-se romance. Sendo talahdo, até onde me chegou a arte, no cerne da vida, é história verdadeira. De resto, apenas quando se tornou mister que os factos luzissem consoante decorreram no guinhol humano, à luz própria, recorri à forma literária da romanceação. Quer dizer, em certas passagens, tive proceder em harmonia com as três dimensões, tempo, lugar, espaço, e em vez de melhorar a pena do tinteiro de chifre dos escrivães da puridade, com a oração no pretérito, servi-me do aparo de aço com os tempos no indicativo. Mas, à parte estas breves interporsições, o grosso da narrativa decorre desteatralizado, ma monocórdica escritura."



Artigos de Aquilino sobre Camilo.
  • "Um Autógrafo de Camilo". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 4 (Jan.-Mar. 1952), p. 162.
  • "Camilo Compreendido". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 6-7 (Jan.1953-Maio 1954), pp. 289-299.
  • "Camilo e Eça, frente a frente: conferência". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 1Jan.-Mar. 1951), p. 32
  • "Camilo e Tomás Ribeiro". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 5 (Abr.-Dez. 1952), p. 195.
  • "Camilo e Trás-os-Montes". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 5 (Abr.-Dez. 1952), p. 234.
  • "A Casa de Camilo". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 6-7 (Jan. 1953-Maio 1954), pp. 241-259.
  • "Eufrásia, a Hospedeira Integral". In Camiliana & Vária, Lisboa, n.º 2 (Abr.-Jun. 1951), p. 57.
  • "João de Deus Ramos". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 6-7 (Jan. 1953-Maio 1854), p. 327.
  • "A Macabra Ficção de Maria do Adro". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 3 (Jul.-Dez. 1951), p. 37.
  • "A Orfandade de Camilo". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 1 (Jan.-Mar. 1951), p. 5.
  • "Teixeira de Pascoaes". In Camiliana & Vária. Lisboa, n.º 6-7 (Jan. 1953-Maio 1954), p. 325.
NO LIVRO
Camilo, Eça e Alguns mais: ensaios de crítica histórico-literária", 4.ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, [1949]
"Camilo e Eça Frente a Frente"
  • 1 - Primeiros Escritos
  • 2 - Românticos e Realistas
  • 3 - Do Crime do Padre Amaro às Novelas do Minho
  • 4 - Eça Impassível e Camilo Irado
  • 5 - Camilo Ataca em Toda a Linha
  • 6 - A Prsistente Impugnação
  • 7 - Eça de Queirós Desce à Liça
  • 8 - Brasileiro Romântico e Realista
  • 9 - Eça Volta a Atacar
  • 10 - Camilo Contra-Ataca
  • 11 - A Carta-Póstuma de Represália

quarta-feira, 2 de março de 2011

o desenvolvimento da instrução em portugal

Este livro merece um reparo e uma observação. O reparo diz respeito ao facto de Justino Magalhães, autor do livro em questão, incluir Bernardino Machado na denominada Geração de 70. Antes pelo contrário, Machado é mais da geração coimbrã de João Penha. A observação relaciona-se com a sistematização periódica do estudo: séculos XVIII a XX. Nesta sistematização temporal, a falha teórica de Bernardino Machado é imperdoável! Bernardino Machado foi dos poucos que estudou, de uma forma sistemática, o ensino em Portugal no seu tempo, entre a teoria e a prática, passando por todos os ramos de instrução para o desenvolvimento de Portugal. Citando apenas de Machado "O Estado da Instrução Secundária Entre Nós", publicado em 1882, é muito pouco para uma personalidade tão forte como Bernardino Machado que, no campo da instrução, desenvolveu uma actividade ímpar não só como campo teórico, como também, já o disse, na prática, bastando trazer à memória as suas reformas institucionais no campo da instrução enquanto Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria no governo de Hintze Ribeiro em 1893. A preocupação de Bernardino Machado foi sempre uma preocupação de um ensino sociabilizador, ultrapassando assim o evolucionismo, conforme Justino de Magalhães nos dá a entender na página 575, ao citar Machado nos seguintes termos: o "cérebro capaz de se determinar com conhecimento de causa em meio das circunstâncias ordinárias da vida". Machado não só ultrapassa o evolucionismo perante a sociabilização, como igualmente na ideia de cooperação social. E se em termos historiográficos do ensino em Portugal Justino de Magalhães fica só pela obra citada de Machado, numa altura em que já foi publicado pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, pelo Museu Bernardino Machado e pela Editora Húmus, três tomos da obra pedagógica de Bernardino Machado (o primeiro com uma introdução do Prof. Rogério Fernandes e os outros dois com textos introdutórios do Prof. Norberto Cunha), apenas significa a ignorância do sistema académico, possivelmente não por culpa do autor, mas cujo sistema continua fechado sobre si próprio! E quando Justino de Magalhães evoca a Escola Nova, bem poderia ter argumentado a sua perspectiva teórica com Bernardino Machado...




QUESTÕES INTRODUTÓRIAS

I
Modernidade, Educação, História
II
História da Educação
III
A escola como Objecto Historiográfico
IV
Para a História do Educacional Escolar
V
Historiografia da Educação e do Ensino em Portugal
HISTÓRIA DO EDUCACIONAL ESCOLAR PORTUGUÊS

I
Estatalização: do pombalismo à revolução de 1820 - alfabetização escolar
II
Nacionalização: liberalismo, portugalidade escolar
III
Governamentação: regeneração - sistémica e burocracia escolar
IV
Regimentação: do republicanismo ao Estado Novo - um colectivo escolarizado


DA CADEIRA AO BANCO
I
Constituição Educacional Escolar
II
Escola e Modernidade
III
Complexos Históricos-Pedagógicos: transversalidades/nacionalidades
IV
Ciclos de Modernização Escolar no Brasil
V
Escola e Modernização da Sociedade