sábado, 12 de fevereiro de 2011

filosofia teórica e prática

"Toda a filosofia é teórica ou prática. A filosofia teórica é a regra do conhecimento; a filosofia prática é a regra do comportamento perante o livre arbítrio. A filosofia teórica e a filosofia prática diferenciam-se pelo objecto. A filosofia teórica tem por objecto a teoria e a filosofia prática na práxis. Em geral, a filosofia se divide em filosofia especulativa e filosofia prática. Fala-se, em geral, de conhecimentos teóricos e de conhecimentos práticos, quaisquer que sejam os objectos. Os conhecimentos são teóricos quando constituem o fundamento dos conceitos dos objectos, enquanto que são práticos quando constituem o fundamento na prática do conhecimento dos objectos."




"A filosofia prática não é segundo a forma, mas segundo o objecto prático, e este objecto só constitui as acções e a conduta que são livres. O teórico é o conhecimento e o prático a conduta."
Kant

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

luís serguilha no brasil




Hoje, pelas 19h00, na cidade Carangole do estado brasileiro de Minas Gerais, o poeta mais internacional, e original, de Vila Nova de Famalicão, Luís Serguilha, vai apresentar o seu mais recente livro intitulado "Koa`e". A capa é uma aguarela da pintora brasileira Ivani Ranieri. No dia 19, fará nova apresentação no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Contém textos críticos de Marcelo Moraes Caetano, escritor, crítico literário e doutorando em literatura comparada, com o título "música ocular de Serguilha"; um outro, sem indicação titular, de Víctor Sosa, poeta, ensaísta, teórico de arte e de literatura, pintor e tradutor da língua portuguesa. Finalmente, de Abreu Paxe, poeta e professor de literatura, também sem indicação de título. O primeiro verso de "Korso", de 2009: " As cascas dos pêndulos da cosmopolização descolam-se".

pensar a república educação


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

pensar os livros

bom, também já os encontrei no lixo, não digo em que instituição, mas que estavam no caixote do lixo lá isso estavam! quando peguei neles, ainda os folheei várias vezes, meti-os na pasta, outros na mão, e depois, no café, ainda folheei novamente se tinham algum defeito grave. nadica de nadica. estavam impecáveis. claro, fiquei com eles. um abraço fraternal para o dr. barreto nunes e, se puder, lá estarei.






sábado, 5 de fevereiro de 2011

desidério murcho

"Quase não há conclusões em filosofia, na acepção de teorias consensuais semelhantes às que temos em física ou noutras ciências. Muitos tomam isso como uma limitação da filosofia. Eu tomo-o como uma das mais importantes contribuições para o esclarecimento da humanidade: fazer-nos continuar a pensar quando a tentação óbvia é desistir. /A filosofia não é uma mera expressão de irredutíveis interioridades subjectivas. A filosofia tem valor precisamente quando não a encaramos como um domínio de indiscutíveis subjectividades, mas como a procura discutível de verdades, em áreas onde toda a verdade parece escapar-nos por entre os dedos. Mas tentamos e voltamos a tentar e voltamos a tentar. Porque não o fazer é garantir que nunca descobriremos verdades. Se houver alguma hipótese, ainda que muiti remota, de as descobrir, só tentando o faremos. / [...] / Quis neste livro dar uma ideia de como se raciocina em filosofia. Escolhi algumas áreas em que, creio, muitas ideias comuns estão erradas. Mas posso estar enganado. Este livro não é, então, o término da discussão filosófica. É apenas uma das maneiras de a começar." (95-96)





I
DEMOCRACIA
Contra a democracia
Falibilidade
Liberdade de escolha
II
LIBERDADE
Contra as liberdades
Falibilidade
Liberdade de Expressão
Verdade
III
AUTONOMIA
Paternalismo
Minúcias
Interdependência
Direito de errar
IV
VALOR
Preferências
Factos
Evolução
Valor intrínseco
Egoísmo
Egoísmo Universal
V
SENTIDO
Biologia
Distinções
Diversidade
Felicidades
VI
REALIDADE
Aparências
A medida de todas as coisas?
raciocínio
Representação
Sonho
Ilusão
VII
CONTINGÊNCIA
Realidade necessária
Números
Hipóteses
Partes e todos
Deus
VIII
RACIOCÍNIO
Justificação falível
Controlos e ajustes
Lógica
Argumentação
IX
VERDADE
Verificação
Objectividade
Complexidade e falibilidade

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

pensar a república

A NOITE SANGRENTA























coloco aqui algumas notícias, asim como também um ou outro artigo de opinião, que o jornal de lisboa "a pátria", dirigido então por um famalicense, nuno simões, viu os acontecimentos trágicos de outubro de 1921. segundo o catálogo "viva a república: 1910-2010", na sua respectiva cronologia, podemos ler em 19 de outubro de 1921 o seguinte: "revolta de elementos radicais, associados a militares. finda a experiência governamental de antónio granjo, que é substituída pela governação do coronel manuel maria coelho. na sequência deste movimento revolucionário, um grupo vasto de elementos da gnr, de marinheiros e de civis armados percorreu lisboa na "camioneta fantasma" e assassinou vários líderes republicanos, entre eles machado santos e o próprio chefe do governo deposto. o episódio ficou conhecido pelo nome de "noite sangrenta". o presidente da república, antónio josé de almeida, renunciou à presidência.