quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ética do respeito

"«Ah, que falta de respeito!», ouvimos sempre dizer, ou muitas vezes o dizemos, por actos ou atitudes que se nos deparam na nossa frente."
O Livro dos Saberes Práticos


I
Introdução
O Sentido da Ética do respeito
II
Características da ótica técnico-científica
III
Análise do respeito e do olhar atento
IV
Moralidade da atenção e do respeito
V
O digno de respeito ou o que percebe o olhar atento
VI
Finalmente


"São basicamente três as questões que enfoco neste livro: o que é o respeito, o que merece respeito e por que a ética do respeito pode ser uma boa proposta para uma época como a nossa, muito especialmente determinada pela ciência e pela tecnologia."

Josep Esquirol

aquilino ribeiro

  • Mário Cláudio - "A Casa e a Rua".
  • "Aquilino Ribeiro e a Casa Grande de Romarigães"
  • "A Casa Grande - em depoimentos diversos"
  • "Notícia Bibliográfica de Aquilino Ribeiro (1885-1963)"


  • Aquilino Ribeiro Machado - "O Alto Minho de Aquilino Ribeiro"
  • Aquilino Ribeiro - "XVIII - No Alto Minho. Tempo das sementeiras. Pela estrada matinal. Os montes, as vacas e os homens. Estalagem desbrasonada. O Senhor de Romarigães. Último morgado romântico. Seu sucedâneo na actualidade. Como se espatifam três heranças. O bastão formidoloso. Batalhas à boca das urnas. Mulheres, galgos e cavalos. A palavra do fim"

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

dias


o fim do dia foi mirabolante, pois claro, já não houve aquele sossego do fim do trabalho com uma leitura e lápis na mão, o cigarro depois do café, por sorte não chovia, e lá fui às compras, quando se vai às compras o final do dias é sempre outro, alguns com novidades, outro sem novidades. e hoje houve novidades, por sorte não chovia, mas ainda houve tempo, depois das compras, de ir ao café, e lá se saiu com o saco das compras na mão, sim, por sorte não chovia, frio também não estava, temperatura amena, assim, e lá se ía deambulando pela rua por onde se gosta sempre de ir, faz lembrar um pouco a infância, poucos são já os sítios da infância, então aquela álvaro de castelões, já não existe, que coisa, os tempos devoraram a existência de uma outra rua, ainda há alguma fotografia por aí, ainda existe um álbum de fotografias do outro famalicão, pelo menos o físico, o mental já não sei, mas dizia então que se deambulava pela rua favorita, e, quando se atravessa para o outro lado, alguém olha com ar muito sério, também com ar muito sério, mas então o que se passa, não fiz nada, até passei na passadeira e tudo, janela aberta, caiu uma lata do saco, olha-se para trás, ora bolas, o saco rompeu-se, o do pão, não era saco propriamente para outras compras, pediu-se desculpas e agradeceu-se, até conheço a pessoa chamativa e atenta pelas ruas de famalicão, lá se vai apanhar a lata, o pão parece que estava vivo, também caiu, ós diabos, lá se foi o pão, não saiu do saco de papel, saiu do plástico, e lá teve que ser, pegar no saco com cuidado para não se perder mais nada, e no quiosque ao pé da paragem do autocarro, arranja um saco, por favor, lá se explica a situação, como se fosse necessário explicar a situação, não há nada a explicar, e depois o guarda-chuva, sempre a mais, mas é preciso, ora, é preciso, e este guarda-chuva já tem durado muito, até demais, e hoje, sinceramente, pouco apetece fazer, até havia uns planos, como aquela participação para a comissão do centenário da república, fazer um texto e unir umas fotografias, texto que se chamaria e se vai chamar "vila nova de famalicão e a república" e assim participa-se, e se participa, e se dava a conhecer ao mundo a república famalicense na temática "repórteres da república", até porque tenho um amigo que quando me vê com a máquina fotográfica na mão e lá estou em alguma actividade diz, cá temos o nosso benoliel, e diz-se, não quero ser tanto, não quero ser tanto! apresento a rua da minha infância...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

aforismos cioranianos

"A unica confissão sincera é aquela que fazemos indirectamente - ao falarmos dos outros." (45)


cristãs leituras


cartas literárias actuais


"Primeira Carta I
Pois que toda a literatura é uma longa carta a um interlocutor invisível, presente, possível ou futura paixão que liquidamos, alimentamos ou procuramos. E já foi dito que não interessa tanto o objecto, apenas pretexto, mas antes a paixão; e eu acrescento que não interessa tanto a paixão, apenas pretexto, mas antes o seu exercício. / Não será portanto necessário perguntarmo-nos se o que nos junta é paixão comum de exercícios diferentes, ou exercício comum de paixões diferentes. Porque só nos perguntaremos então qual o modo do nosso exercício, se nostalgia, se vingança. Sim, sem dúvida que nostalgia é também uma forma de vingança, e vingança uma forma de nostalgia; em ambos os casos procuramos o que não nos faria recuar; o que não nos faria destruir. Mas não deixa a paixão de ser a força e o exercício do seu sentido."

domingo, 5 de dezembro de 2010

epicurismo, epicuristas


"Reconsidera o seguinte: quem te injuria não te injuria; quem te agride não te agride; quem te ultraja não te ultraja. Então quem te ultraja, agride e injuria? O Juízo, o julgamento, a sentença de quem assim procede contigo - e também a tua opinião sobre o acto de que foste vítima. Assim, pois, quando alguém provocar a tua ira, sabe que essa tua opinião é que irado se torna. Sendo assim as coisas, não te precipites e doma as tuas ideias. Porque segura é uma coisa: se ganhares o tempo e pausa a fim de ponderares o acontecido - então, facilmente, serás senhor de ti mesmo."
Epitecto