sábado, 27 de novembro de 2010

ricardo jorge e camilo

Outra das ofertas já raríssimas do Dr. Sá Marques, este livro de Ricardo Jorge sobre Camilo. Tem a particularidade dos outros dois já aqui colocados: tem dois recortes de imprensa, nomeadamente "Para, Escute e Olhe. A Sombra da Desgraça", artigo publicado em "O Século" de 23 de Fevereiro de 1963, e "A Sombra de Camilo", publicado no "Diário de Notícias", em 20 de Janeiro de 1969.




"Fui-me hoje, em véspera do fúnebre aniversário, acolher-me a ele, a ouvi-lo na voz in extinguível dos seus livros, a aguçar o espinho da saudade. Do meio desse fiada gloriosa surdiu-me um volume, ali enfeixado à obra do Mestre, por ter sido seu e anotado por suas mãos. Dera-mo nos derradeiros tempos, já quando a pena lhe perdia o rasto do papel e as letras se sumiam na névoa da amaurose."
O livro a que Ricardo Jorge se refere é de Júlio de Castilho com o título "D. Inês de Castro"








benjamim salgado e camilo

Mais uma das amabilidades do Dr. Manuel Sá Marques, esta edição já raríssima da Fundação Cupertino de Miranda, livro do P. Benjamim Salgado sobre Camilo e publicado em 1973. Contém um recorte de imprensa, que aqui coloco, do "Diário de Notícias", de 21 de Janeiro do ano referido.







polémicas portuguesas

Uma das amabilidades, entre muitas, do Dr. Manuel Sá Marques para comigo. Eternamente reconhecido, que jamais esquecerei!








fundação cupertino de miranda e o surrealismo









FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA
Por Toda a Parte Julio. Comissário António Gonçalves, Perfecto E. Quadrado; Coord. António Gonçalves. V. N. de Famalicão: Fundação Cupertino de Miranda, 2010.
Perfecto Quadrado, António Gonçalves - "os júlios de julio e sauldias".
Rui Mário Gonçalves - "a arte de sonhar acordado"
Fernando Cabral Martins - "julio e a imagem surrealista"


É missão da Fundação Cupertino de Miranda enriquecer o seu espólio artístico e documental, nomeadamente a sua "Colecção em construção" e nesta acção continuada a aquisição do espólio de Julio representa um importante paso no reforço da Colecção, que já inclui a doação do pintor e poeta Mário cesariny ao lado da qual alcança um relevo especial o espólio doado por Artur do Cruzeiro Seixas num acervo que reúne mais de 2000 obras e que já é uma referência no Surrealismo. / As cerca de 100 obras de Julio representam um núcleo único do movimento surrealista, praticamente desconhecido até hoje e de uma fase inicial do movimento."
Pedro Álvares Ribeiro












encontros de outono de 2010



  • Ao fechar os XIII Encontros de Outono dedicados à temática "A I República nos Municípios Portugueses", actividade organizada pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão e pelo Museu Bernardino Machado no âmbito das comemorações do centenário da República em Portugal, o Vice-Presidente Dr. Paulo Cunha do município famalicense salientou duas ideias conclusivas: por um lado, sentia-se o pulsar republicano nos municípios mesmo antes da implantação da República. A República não foi uma imposição. Por outro lado, salientou a ideia que a República ficou aquém das expectativas, com algum déficit democrático, salientando a falta de proximidade entre o eleitor e o eleito. A não criação de raízes políticas, caso da falta da dinâmica municipal, terá sido, talvez, uma das causas da queda da República. Tal como ontem, fica o registo fotográfico das sessões do dia de hoje.



Dr. António José Queirós, Prof. Norberto Cunha (moderador) e Dr. Amadeu Sousa



Dr. Amadeu Sousa - "Braga no Ocaso de uma "História de Reis": movimentações monárquicas e republicanas entre 1908 e 1910"


Dr. António José Queirós - "Amarante na I República"



Dr. Jorge Fernandes Alves, Prof. Norberto Cunha (moderador) Dr. João Francisco Marques



Dr. João Francisco Marques - "A I República na Póvoa de Varzim"




Dr. Jorge Fernandes Alves - "O "Desejado". O Poder Local, o Projecto de Código Administrativo Republicano e suas Atribulações"



Vice-Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, Vereador da Cultura Dr. Paulo Cunha








sexta-feira, 26 de novembro de 2010

encontros de outono 2010


  • No âmbito das comemorações da República em Vila Nova de Famalicão, a Câmara Municipal e o Museu Bernardino Machado realizaram hoje, na Casa das Artes, o primeiro dia de trabalhos dos XIII Encontros de Outono subordinado ao tema "A I República nos Municípios Portugueses". Se o Vice-Presidente da Câmara e Vereador da Cultura Dr. Paulo Cunha considerou Bernardino Machado um "homem virtuoso" foi porque o que temos em Machado, nas suas palavras, é um pensamento actualizado, caso da instrução, movendo um desígnio nacional, tendo ainda hoje uma profunda actualidade. Para além disso, salienta também em Bernardino Machado uma outra perspectiva: não é um político vazio, mas preocupado com a melhoria da sociedade, incentivando os estudantes, em número bem presente, a estudar mais e melhor Bernardino Machado, pelas ideias, pela forma como soube fundear a ideia da democracia em Portugal. Salientou igualmente o Dr. Paulo Cunha as mais de duas centenas de inscrições deste ano, focando a importância da República nas autarquias, evocando que estes XIII Encontros de Outono irão revelar aspectos menos estudados e conhecidos do papel da República nos municípios. Por seu turno, o Prof. Dr. Norberto Cunha (coordenador científico destes "Encontros de Outono" e do Museu Bernardino Machado) justificou a opção do tema deste ano dos "Encontros de Outono". Se, por um lado, a nível nacional, no âmbito das comemorações da República em Portugal, se tem sido evocado os grandes temas da República, tal como o Museu Bernardino Machado o tem feito nestes dois últimos anos, por outro lado, o tema dos municípios aparece-nos na medida em que Bernardino Machado tinha a ideia do papel importante dos próprios municípios. Assim sendo, a descentralização era o essencial para a fruição da liberdade. Quantos mais livres seriam os cidadãos, mais a sociedade seria livre; mas a sociedade livre seria, cabendo aos municípios, pela descentralização do poder, sendo os cidadãos altruístas e solidários. Sempre que houve municipalização houve sempre liberdade relativamente ao poder central. Ora, a República era um regime de liberdade e de meritocracia, estando em foco a instrução para a promoção da própria liberdade, para que os cidadãos não se encontrassem reféns dos caciques, do poder. Por hoje ficamos por aqui e com os registos fotográficos do dia.


Prof. Viriato Capela, Prof. Norberto Cunha e Dr. Paulo Cunha.



Prof. Viriato Capela, Dr. Paulo Cunha, Prof. Norberto Cunha




Prof. Viriato Capela, Dr. Artur Sá da Costa (moderador), Prof. Norberto Cunha


Prof. Viriato Capela - "Município, Municipalismo e Regionalismo (séculos XVI-XIX)"



Prof. Norberto Cunha - "A I República em Vila Nova deFamalicão"



Dr. António Maranhão Peixoto, Prof. Norberto Cunha (moderador) e Dr. Artur Coimbra



Dr. Artur Coimbra - "A Contra- Revolução Monárquica em Fafe (1911-1919)"


Dr. António Maranhão Peixoto - "Viana do Castelo na I República"



Dr. Júlio Augusto Morais de Montalvão Machado, Dr. José Manuel de Oliveira (moderador), Dr. Joaquim Ribeiro Aires



Dr. Júlio Augusto Morais de Montalvão Machado - "História da I República em Chaves"



Dr. Joaquim Ribeiro Aires - "Vila Real, República Rebelde"

Dr. Augusto Monteiro, Prof. Norberto Cunha (moderador), Dr. Vitor Pinho, Dr. Amaro das Neves

Dr. Augusto Monteiro - "O Rei Não Veio. A República Chegou. (A I República em Bragença)"

Dr. Amaro das Neves - "A Alvorada da República no "Berço da Monarquia"



Dr Vitor Pinho - "Principais Linhas de Força das Vereações Barcelenses Durante a I República"




















bernardino machado pedagogo

Para o Dr. Manuel Sá Marques, com um grande abraço de amizade fraterna, sempre.



MACHADO, Bernardino
Pedagogia - III. Introd. Norberto Ferreira da Cunha. V. N. de Famalicão: Câmara Municipal, Museu Bernardino Machado, Húmus, 2010. (Obras de Bernardino Machado - II; Coord. Científico Norberto Ferreira da Cunha).
  • No âmbito do Centenário da República em Portugal, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Museu Bernardino Machado em parceria com a editora Húmus, e perante a realização dos "Encontros de Outono" de 2010, este ano dedicado ao tema "A I República nos Municípios Portugueses, foi publicado hoje mais um volume, o III Tomo, das "Obras" de Bernardino Machado, nomeadamente sobre a temática da "Pedagogia". Conforme o Prof. Norberto Cunha nos indica, o coordenador científico das obras de Bernardino Machado e do Museu referido, "se o primeiro volume juntou, sobretudo, os seus estudos sobre o ensino profissional e o ensino secundário (além de preciosas considerações gerais de índole pedagógica); se o segundo se centrou sobre a psico-génese da evolução da aprendizagem da criança; o terceiro privilegia o ensino primário, o ensino superior e as relações entre o ensino e o governo e/ou política (e vice-versa)." O III Tomo abarca a produção teórica e pedagógica de Bernardino Machado entre 1891 a 1930. Este volume, para além de conter alguns textos emblemáticos e míticos de Bernardino Machado, caso das "Conferências de Pedagogia" (1900), "Governo e Ensino" (1903), "A Universidade e a Nação" (1904), a "A Socialização do Ensino" (1907) ou "Só a República é a Verdade" (1908), entre outros, contém a colaboração de Machado na "Enciclopédia Portuguesa Ilustrada", assim como, principalmente a partir de 1907, os discursos que entretanto foram aparecendo no jornal "O Mundo" e nunca publicados em livro, tal como outros textos. Para além do jornal "Mundo", deparámo-nos com textos de outros jornais, caso da "Vanguarda". Na introdução a este III Tomo da "Pedagogia", o Prof. Norberto Cunha foi-a dividindo nas seguintes temáticas: i) A natureza humana e o ensino; ii) Educação e instrução; iii) Intrução e liberdade; iv) A instrução e o progresso (civilizacional, económico e moral); v) Ensino Teórico e Prático; vi) O ensino primário; vii) Ensino e governo; viii) Instrução liberal versus instrução monárquica; ix) Depois do 5 de Outubro de 1910; x) Conclusão. Para além desta introdução, o Prof. Norberto Cunha, conforme já nos vem habituando, realiza as habituais notas de rodapé, não só com profundas biografias, como também nos fala das instituições, algumas das quais Bernardino Machado pertenceu, ou nos evoca as ideias e as mentalidades num plano teórico. Indiscutivelmente a não perder!