
"Os livros são as melhores provisões que encontrei para esta humana viagem." (Montaigne)
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
charles bukowski
"Quantos mais rios se atravessam, mais se sabe sobre rios."

- "Há um problema com os escritores. Se o que ele escreve se vende bastante, muitos exemplares, ele pensa que é um génio. Se o que ele escreve se vende medianamente, ele diz-se genial. Se o que ele escreve é publicado mas se vende mal. ele diz-se genial. Se o que ele escreve não é publicado e não tem dinheiro suficiente para publicar ele próprio, então diz que é mesmo genial. A verdade, contudo, é que há muito pouco génio. É quase inexistente, invisível. Mas podemos ter a certeza de que os piores escritores têm uma confiança inabalável neles próprios. Em todo o caso, os escritores são uma raça a evitar, eu tento evitá-los, mas é quase impossível."
- "Pensei nas rupturas, nos problemas que elas causam, mas geralmente só depois duma ruptura é que se encontrava outra mulher. Eu devia prová-las para conhecê-las verdadeiramente, para entrar dentro delas. Podia inventar homens, porque eu era um deles, mas mulheres, para mim, era impossível imaginá-las sem conhecê-las. Eu explorava-as o melhor que podia e descobria seres humanos. A escrita podia ficar de lado. A escrita interessava-me menos do que o encontro até este chegar ao fim. A escrita não era senão o resíduo. Um homem não precisava de possuir uma mulher para se sentir vivo, mas era bom conhecer algumas. Depois, quando a ligação começasse a falhar, ele saberia o que era realmente estar sozinho e desfeito, e assim teria consciência do que devia enfrentar quando chegasse ao fim."
- "Mulheres: gostava da cor das suas roupas; do modo como andavam; a crueldade de alguns rostos; de quando em quando, a beleza quase perfeita dum rosto, encantadoramente feminino. Elas tinham uma vantagem sobre nós: planeavam muito melhor a sua vida, eram muito mais organizadas."
- "Um bom escritor sabia quando não devia escrever. Ninguém podia dactilografar. Eu não era muito bom a escrever à máquina; e a ortografia não era o meu forte e não sabia gramática. Mas sabia quando não devia escrever. Era como foder. De vez em quando também os deuses precisam de descanso."
- "As pessoas sem moral consideravam-se muitas vezes livres, mas sobretudo eram incapazes do mínimo sentimento ou de amor."
- "Há pessoas assim - não se gosta delas logo à primeira vista."
Etiquetas:
Literatura
teixeira gomes e júlio brandão
Acabei de receber pelo correio electrónico a informação da exposição "Teixeira Gomes, os Anos Passados no Porto", a qual será inaugurada no próximo dia 15 de Novembro no Museu Nacional Soares dos Reis e estará patente ao público até Março do próximo ano. Aliás, na altura da viagem presidencial ao norte do país, Teixeira Gomes visitaria o museu portuense, então dirigido pelo famalicense Júlio Brandão, que, nesse ano, em 1924, fazia a introdução ao livro de Soror Mariana "Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly" e continuava com a sua colaboração no jornal portuense "O Primeiro de Janeiro". As fotos que aqui apresentamos são do Diário de Notícias, de 6 de Fevereiro de 1924, na altura da visita ao museu do então presidente da república Teixeira Gomes. Já aqui fiz referência ao livro "Manuel Teixeira Gomes: ofício de viver". Transcrevo o resumo da notícia que recebi.



"Por ocasião do primeiro centenário da implantação da República, evocamos Manuel Teixeira Gomes no Museu Nacional de Soares dos Reis. Nascido em Portimão, fez a sua formação em Lisboa, Coimbra e Porto, tendo estado aqui entre 1881 e 1884. Durante esse tempo estabeleceu relações de amizade com vultos que mais tarde se destacaram na arte, na literatura e na política. Alguns deles, como Soares dos Reis ou Marques de Oliveira, estão hoje representados neste Museu. / É evocado o Republicano, o Escritor e o Coleccionador que ofereceu ao Museu o seu retrato pintado pelo amigo Marques de Oliveira e o da filha do Visconde de Meneses, a quem o ligaram sentimentos cuja memória não quis deixar apagar. / Em 1924 passa de novo na cidade, agora como Presidente da República. A sua visita é pretexto para, na exposição, se evocar a cidade desses novos anos."
Etiquetas:
República Centenário
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















