terça-feira, 26 de outubro de 2010

as mulheres na república

i.
  • "Essa obra de socialização cívica da mulher portuguesa é uma das principais aspirações do Partido Republicano. Queremos que ela intervenha activamente na vida pública, e, chamando-a ao exercício pleno dos seus direitos, dizemos-lhe simplesmente: em dois arraiais pode a mulher exercitar e desenvolver a sua actividade social: num, é a paixão religiosa que governa, e há-de ela pô-la acima de tudo, ainda que seja acima da família, da pátria e da humanidade, ainda que essa paixão se tenha de converter em ódio contra os seus irmãos, contra os seus concidadãos, contra os seus semelhantes - é o arraial congreganista; no outro, o amor da família, o amor da pátria e o amor da humanidade, solidários entre si, conciliam-se para os crentes com o amor de Deus pelo amor supremo da liberdade, porque nele governa, acima de tudo, a razão serena, justa e tolerante - é o arraial republicano." (153-154)
ii.
  • "... a mulher faz-se mais do que aumentar pela sua cooperação a força da sociedade civil, melhora-a, humaniza-a." (156-157)
iii.
  • "... à mulher, com toda a delicadeza do seu realismo prático, compete restabelecer em cada um de nós o sentimento humano, lembrando-nos que não há credo, não há princípio, não há causa alguma que valha senão pelo bem que, servindo-a, podemos prestar aos outros, sejam eles quem forem ainda que sejam os nossos maiores inimigos. Tal é a insubstituível função cívica da sua maternal bondade." (157)
  • Bernardino Machado - "Liga Republicana das Mulheres Portuguesas", In Pela Republica : 1908-1909 - II. Lisboa: Editor-Proprietario, Bernardino Machado, 1910, pp. 149-157.


I
"È A República que Quer Entrar"
  • 1.1 - O Pioneirismo Portuense: a primeira republicana.
  • 1.2 - As Mulheres no 31 de Janeiro.
  • 1.3 - Mulheres Testemunhas nos Conselhos de Guerra.
  • 1.4 - A Revolta Vista pelas Mulheres.
  • 1.5 - Os Precursores do 31 de Janeiro e o 5 de Outubro.
II
Republicanas Anteriores ao 5 de Outubro
  • 2.1 - Três Republicanas Singulares.
  • 2.2 - A Instrução e as Professoras.
  • 2.3 - A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.
  • 2.4 - Precursoras Republicanas de Norte a Sul.
  • 2. 5 - As Socialistas e a Implantação do Dia Internacional.
III
A Implantação da República
Mulheres nos Dias da Revolução
  • 3.1 - As Heroínas da Revolução de Lisboa.
  • 3.2 - As Mártires da República.
  • 3.3 - A Implantação da República Vista pelas Mulheres.
  • 3.4 - Republicanas na Implantação de Norte a Sul.
  • 3.5 - As Vencidas.
IV
A Acção das Republicanas até à Morte de Carolina Beatriz Ângela
  • 4.1 - Distribuição Geográfica de Republicanas.
  • 4.2 - O Anticlericalismo e o Culto da Natureza.
  • 4.3 - O Feminismo no Centro.
  • 4.4 - As Sufragistas e o Dia do Primeiro Voto.
  • 4.5 - O Fim dos Sonhos - A Morte da Sufragista.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ruben a.

Para o caríssimo amigo João Abreu, já considerado o primeiro emotólogo português.
  • Decidi tratar da minha biblioteca. Claro, comecei pela letra "A", aliás, a biblioteca encontra-se já organizada alfabeticamente, pela literatura, não pela filosofia, a lá chegarei, a lá chegarei, possivelmente vou saltando de livro em livro, entre a literatura e a filosofia, o tempo o dirá. O curioso, é que quando a organizei, decidi colocar a literatura nacional e estrangeira, ensaio e poesia, ficção e teatro, apesar de mão ser grande leitor de teatro, não abunda, portanto, o teatro, decidi, dizia, organizar todas as temáticas nessa grande área, a literatura. Para espanto meu, quando fui há Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, a mesma organização lá estava! Tudo junto! Já tinha, aliás, começado aqui há uns tempos, ainda fiz a busca na tentativa de encontrar o ficheiro, mas nada, só me aparecia Biblioteca Municipal, Biblioteca Municipal, um projecto em mãos a ser concretizado, mas o trabalho que já tinha feito, esse, nada, nada... Então, o melhor é começar tudo de novo. E logo num dos livros de Ruben A, esse livro fantástico que se chama "A Torre de Barbela" (alguém hoje fala dele, ou o terá lido?), cuja leitura e autor me foi influenciado, melhor, aconselhado pelo saudoso Dr. Manuel Simões, apareceram-me citações manuscritas de um outro do mesmo autor, a novela "O outro que era eu". Uma surpresa, muitas surpresas irão concerteza aparecer ao longo da catalogação, uma catalogação simples, sem grandes pormenores técnicos, com a digitalização da respectiva capa. A surpresa inicial foi, então, umas citações, conforme dizia, da respectiva novela de Ruben A., possivelmente, livro lido nos cafés, uma leitura deambulante de café, como tantas outras, muitas foram feitas, e outras tantas serão feitas, concerteza, para o mundo ser outro na leitura, um reencontro connosco e com o mundo, assim sim, fica a ideia. Mas, aquelas citações puseram-me a pensar, a pensar, e, lá está, tinham tido, intuição, pura intuição de hoje, após tantos anos já passados, uma intenção: e a intenção a que me refiro é a um artigo que então escrevi na "Revista da Liga dos Amigos do Hospital de Santo Tirso" que na época o meu caro amigo João dirigia ao lado de Agostinho Ferreira. Lá fui à estante das revistas, peguei nesta que aqui referencio e aqui a coloco, a capa, e o texto que então fiz para a mesma a convite do João, "A Arte da Ironia". O curioso, é que falo mais no livro de Ruben A. "Caranguejo" e não na novela, possivelmente por falta de espaço, já não me lembro..., também não interessa. O que me interessa hoje é dedicar ao meu caro amigo João estas citações manuscritas encontradas no livro de Ruben A. "A Torre de Barbela".






































literatura e cultura famalicão 1924

  • Bernardino Machado - "A Irresponsabilidade Governativa"



  • D. Manuel Gonçalves Cerejeira - "Do valor Histórico de Fernão Lopes"
  • D. Manuel Gonçalves Cerejeira - "A Igreja e o Pensamento Contemporâneo"
  • Daniel Correia - "Coração de Bombeiro"
  • José Casimiro da Silva - "Pérolas Frescas"
  • Artur Cupertino de Miranda começa a sua colaboração no jornal portuense "O Primeiro de Janeiro".
  • É inaugurado o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, a 9 de Abril, na Praça Conde S. Cosme do Vale.
  • É inaugurada a instalação da Capela de Santo António na Rua Alves Roçadas.
  • Nuno Simões é nomeado Ministro do Comércio e das Comunicações, no Ministério de Álvaro de Castro.
  • Daniel Rodrigues é nomeado Ministro das Finanças.



  • José de Azevedo e Menezes - "Relatório do Museu-Camilo Apresentado à Exm.ª Câmara de Vila Nova de Famalicão"
  • José de Azevedo e Menezes - "Catálogo do Museu Camiliano de S. Miguel de Seide"





  • O jornal "Estrela do Minho" reproduz o artigo de Alberto Veloso de Araújo publicado na revista "ABC" com o título "As Ossadas de Ana Plácido e seus Filhos", efectuando a proposta de um jazigo-monumento em S. Miguel de Seide, para repousar a família de Camilo.




  • Em Novembro, Francisco Correia de Mesquita Guimarães, correspondente local do jornal "O Comércio do Porto", propóe, em nome deste jornal, a construção de um monumento de homenagem a Camilo Castelo Branco, a inaugurar no centenário de nascimento do escritor.
  • Sebastião de Carvalho realiza uma conferência no no Instituto Histórico do Minho, de Viana do Castelo, subordinada ao tema "Elogio Académico do Poeta Vaz Passos".
  • O jornal "A Época", em Setembro, realiza uma reportagem sobre o lugar turístico do Monte do Facho: "Portugal Pitoresco. O Monte do Facho em Vila Nova de Famalicão".


literatura e cultura famalicão 1923

  • Bernardino Machado - "Rui Barbosa"



  • Alberto Veloso de Araújo - "O Ensino Feminino Agrícola"
  • Alberto Veloso de Araújo - "Os Melhoramentos do Monte do Facho em Famalicão"
  • A Comissão Promotora dos Melhoramentos do Monte do Facho, presidida por José de Azevedo e Menezes, convoca uma reunião no Salão Olímpia, a favor da sua assistência.
  • A Boa Reguladora é premiada com a Medalha de Ouro na Exposição Internacional do Rio de Janeiro
  • Alberto Sampaio - "Estudos Históricos e Económicos"




domingo, 24 de outubro de 2010

fernando pessoa




"Escrevemos para ser o que somos ou para ser aquilo que não somos. Num e noutro caso buscamo-nos a nós mesmos. E se temos a sorte de nos encontrarmos - sinal de criação - descobriremos sempre que somos um desconhecido."



Octavio Paz


Esta é a minha homenagem à Casa Fernando Pessoa, que acabou por colocar online a Biblioteca do mestre de todos nós, o poeta-filósofo ou o filósofo-poeta. Sempre uma constante redescoberta a leitura dos seus textos, aqui apresento o Pessoa da minha biblioteca, que ocupa, nada mais nada menos, do que duas estantes, e ainda me faltam alguns! A Casa, óbvio, deve-os ter todos e muitos mais. A minha próxima ida a Lisboa é visitá-la. Está combinado, meu caro Pessoa. Quando te fui visitar na Brasileira o questionaste, Não vais a minha casa?, e eu, Preferi vir ver-te aqui, na Brasileira, tomar café contigo, Tás desculpado! Mas vi a casa, uma delas, a no Largo da Graça, a famosíssima, Ah, essa, dos republicanos, Sim, essa, Tá bem, tás desculpado, Ainda bem, obrigado. Fica, então aqui, o meu registo, dos teus livros e dos teus amigos e dos que falam de ti e dos teus amigos, com esta não esperavas, as capas dos livros, claro, Olha que o Camilo não gostou lá muito, andou aí a fazer queixinhas, ficou ciumento, Ah, tá bem, eu depois faço-lhe algo igual, um dia destes, É melhor, senão não me acompanha à Brasileira e à Arcada, vai ao mulherio, o homem é terrível, aqueles olhos, aqueles olhos..., depois é os bailes, o teatro, o homem não pára, Mas não tem razão de queixa, sempre falo dele aqui, Pois, É, Quer atenções para ele, mas agora és tu caro Pessoa, dseixamos o Camilo. Bom, mas ficamos catitas os dois na foto, não achas, o dr. sá marques até tirou bem, Tirou, tirou, honra lhe seja feita, E lá estás com aquele sorriso a questionar das leituras, Sim, andas sempre atento, agora temos a tua biblioteca pessoal que pode ser consultada, É verdade, tens muitos que gostas, Pois tenho, já lá estive a ver o Chesterton, o Bacon, o Mário de Sá-Carneiro, Ah, o meu Mário, fiquei noutro mundo quando recebi a última carta dele pensando que ainda vivia e já se tinha suicidado, não viu a luz, não viu a luz, Não tinha óculos, Tinha, não gostava de os usar, os meus óculos, dá aí..., Olha, e que tal um café, Vamos lá, Vamos lá, Sim, Vamo-nos descobrir, No Mundo, no mundo...