terça-feira, 19 de outubro de 2010

literatura e cultura famalicão 1916

  • É publicado o jornal "O Orfeonista", com o sub-título "órgão defensor do Orfeão Famalicense". O seu redactor-chefe foi Alberto de Araújo, enquanto que a responsabildiade editorial era de Alexandrino Costa. O seu último número é de 15 de Julho de 1917. Continha uma comissão de propaganda composta por António Maria Pereira, Carlos Alberto de Oliveira, Alberto de Araújo, Mário Lima e Alexandrino Costa.




  • Vicente Arnoso - "Coimbra, Terra de Amores".
  • Vicente Arnoso - "Quem canta seus males espanta".
  • Nuno Simões - "Águas Mortas".



  • Bernardo Pindela - "Jornadas pelo Mundo".

  • Constitui-se legalmente a Comissão Promotora de Homenagem a Camilo. A 17 de Abril comprou a D. Ana Rosa Correia e a seus filhos as ruínas da casa, os terrenos circundantes, a livraria de Camilo, alguns autógrafos, a correspondência epistolar, o mobiliário e objectos de uso.








escola e república


literatura e cultura famalicão 1915

  • Sebastião de Carvalho - "Rosas da Minha Terra".



  • Vicente Arnoso - "Cantigas... Leva-os o Vento".
  • Bernardino Machado - "O Exército e a Nação"


  • Bernardino Machado - "Contra a Ditadura".


  • Nuno Simões - "Gente Risonha".





  • Eduardo José da Silva Carvalho - "Questões e Julgamentos".

  • Manuel da Silva Mendes - "A Pintura Chinesa".


  • Associação de Classe dos Empregados de Comércio de Vila Nova de Famalicão - "Estatutos".

  • Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão - "Estatutos".

  • Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão - "Inauguração do Hospital da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão".

  • Nuno Simões é nomeado Governador Civil de Vila Real. Funda e dirige com João de Barros, na qualdiade de director-gerente, a revista "Atlântida". Tem a colaboração, ao longo da sua existência, até 1920, de Bernardino Machado, Nuno Simões, Júlio Brandão, entre outros. Contém artigos sobre Camilo de Jorge de Faria, Nunes de Azevedo e Vila-Moura.


  • Incêndio na Casa de Camilo.
  • Pretende-se a constituição de uma Comissão Promotora de Homenagem Póstuma a Camilo Castelo Branco. Um grupo de admiradores e amigos de Camilo, entre os quais Visconde de Pindela (Presidente da Assembleia Primária de Pessoas Gradas), José de Azevedo e Menezes, Nuno Simões (primeiro secretário) e José Robalo (vogal), escrevem uma carta-convite, assinada pelos três primeiros, aos famalicenses para uma reunião a ser realizada a 11 de Abril pelas 11h00
    da manhã no Salão Olímpia. A Comissão ficou assim constituída: Presidente, José de Azevedo e Menezes; Daniel Augusto dos Santos e Manuel Pinto de Sousa, secretários; Francisco de Correia Mesquita Guimarães e Francisco Maria de Oliveira e Silva, tesoureiros; Rodrigo Terroso, notário;Aires Rodrigues Alves, escrevente.
  • Novo reaparecimento do jornal "O Sorriso", em 28 de Julho., com a indicação da 3.ª série e sob a direcção de Daniel Augusto Correia Guimarães. Foi seu editor e redactor Alfredo Saraiva Sampaio, assim como administrador. O seu redactor foi Francisco Mesquita de Araújo.
  • A revista de Braga "Ilustração Católica" divulga algumas personalidades famalicenses. i) publica o retrato de Manuel Gonçalves Cerejeira, em 23 de Janeiro, com a seguinte legenda: "Apreciado jornalista católico, orador sagrado muito distinto e uma das glórias da Juventude Católica Portuguesa"; ii) em Abril publica um desenho de Cândido Cunha sobre S. Miguel de Seide, com uma fotografia da Casa de Camilo e o obelisco; iii) em Junho, publica um cliché de A. Soucasaux do fundador da Boa Reguladora.
  • Bernardino Machado é eleito Presidente da República.







segunda-feira, 18 de outubro de 2010

literatura e cultura famalicão 1914

  • Eduardo José da Silva Carvalho - "Manual do Processo de Inventário".




  • "Regimento Interno para as Sessões da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão"
  • Relatório Apresentado em Sessão da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão de 2 de Janeiro de 1914".
  • "Relatório da Comissão Executiva da Câmara Municipal do Concelho de Vila Nova de Famalicão de todo o Movimento da Instrução Primária até 30 de Setembro deste ano, de acordo com o artigo 70 do Decreto de 29 de Março de 1911".
  • D. Manuel Gonçalves Cerejeira edita a revista "Lusitânia".
  • É publicado o jornal "A Gazeta de Famalicão", com o sub-título "semanário monárquico". Foi seu director e proprietário Joaquim José da Rocha. Era impresso na Tipografia Aliança. O seu último número é de 8 de Fevereiro de 1919.
  • O Sindicato Agrícola publica o seu relatório e contas da direcção.
  • Bernardino Machado forma Ministério, assumindo a presidência.




eduardo mendonza prémio planeta 2010


Eduardo Mendonza
A Cidade dos Prodígios. Trad. J. Teixeira de Aguilar. Lisboa: Publicações Dom Quixote, Círculo de Leitores, 1988.

anarquistas e anarquismo

Este foi o livro que me faltou há uns dias quando aqui coloquei a notícia sobre república e anarquismo.
Sempre apareceu!



JOLL, James
Anarquistas e Anarquismo. Trad. Manuel Vitorino Dias Duarte. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1970. (Universidade Moderna; 10)


  • I - Heresia e razão.
  • II - O mito da revolução.
  • III - Razão e revolução: Proudhon.
  • IV - Bakunin e o grande cisma.
  • V - Terrorismo e propganada pela acção.
  • VI - Santos e rebeldes.
  • VII - A revolução que falhou.
  • VIII - Anarquistas e sindicalistas.
  • IX - Anarquistas em acção: Espanha.

  • "Os anarquistas, mais do que nenhuma outra minoria, têm sofrido com o culto do sucesso pelos historiadores, pois nunca fizeram uma revolução bem sucedida e as suas teorias políticas estão cheias de falha lógica e de suposições erradas. A simpatia que um tipo de doutrina anarquista possa ter ganho ficou, aliás, desiludida com a violência e o terrorismo, cruel e inconsciente, característico de outra escola de prática anarquista. E, todavia, a teoria e a prática dos anarquistas, durante os últimos cem anos, muitos problemas levantou acerca da natureza da sociedade industrial. Eles alimentaram um criticismo contínuo e fundamental do moderno conceito do Estado e modificaram muitas das noções de quase todas as escolas de pensamento político contemporâneo. Ataacaram, muitas vezes de uma maneira brutal e directa, os valores e as instituições da ordem social e moral estabelecidos. Muito de tudo isto acabou bastas vezes na futilidade, no burlesco, muitas vezes no trágico. Mas os protestos que os anarquistas apresentaram são expressão de uma necessidade psicológica periódica, de uma necessidade que de modo algum desapareceu co o aparente fracasso do anarquismo como força política e social séria." (12)

ariès, steiner e pensar a morte


Só lamento não ter conseguido encontrar o livro de Philip Ariès intitulado "O Homem Perante a Morte". Possivelmente emprestei-o, e agora já não sei a quem, ou deve estar por aqui, entre a literatura e a filosofia, mas o mais certo era estar na bancada filosófica e não está. Recoloco aqui a capa do livro de Steiner. Estas palavras iniciais escrevo-as agora porque, no café do fim do dia, o Casal, a leitura de Steiner temperada com o café e o cigarro, sabe sempre melhor, aliás como qualquer leitura, a propósito das fantásticas observações que Steiner realiza ao livro de Ariès. E resolvi escrever estas linhas porque o livro de Ariès fez-me lembrar o 12. º ano de escolaridade, e, particularmente, a disciplina de História, na qual, a uma dada altura do ano, estudavamos as novas perspectivas e os novos caminhos da História, nomeadamente os da Nova História, lendo, não só Ariès, como também Jacques Le Goff, Georges Duby, Braudel, entre outros e assim me deliciava nos dias. Mas a dada altura, as observações de Steiner sobre o livro de Ariès alertou-me; e alertou-me para a forma como morremos, como o ser humano hoje morre no mundo. Se a reflexão incide inicialmente sobre como o romantismo implantou a problemática da imortalidade da memória, a dada altura Steiner escreve o seguinte: "... nós estamos a viver alterações profundas na condição da morte...". Continua: "As manifestações ostentosas de dor já não são toleradas numa sociedade de higiene agnóstica..." (111) Diz-nos também que a morte, na sociedade contemporânea, tem "lugar atrás da cortina de um quarto de hospital." Mais grave do que atrás da cortina, para além de morrermos atrás da cortina, não se morre dignamente. Hoje, um ser humano, é encostado a uma sala sem nexo, escura, fria, desalinhada, tipo sala de arrumações, e ficamos a um canto numa cama, sem conforto, numa espécie de carro-cama, sem humanidade, coberto por lençóis que não são lençóis, e assim ficamos encostados a um canto, hirtos, estagnados, como se não pertencessemos a este mundo e ao outro, encostados a um canto, apenas, para o mundo que não é mundo, nada, somos nada. Neste mundo sem humanidade que nada somos, apenas se chora não se chorando, e o melhor é sonhar vivendo. A Cândida gostaria.