A Escola Padre Benjamim Salgado, por altura do Congresso que organizou, a 1.º República e a Educação, prestou na sua biblioteca uma simples mas significativa homenagem ao Prof. Dr. Rogério Fernandes.
"Os livros são as melhores provisões que encontrei para esta humana viagem." (Montaigne)
sexta-feira, 7 de maio de 2010
discurso presidente município famalicão

Apresento o discurso do Presidente do Município de Vila Nova de Famalicão Arq.º Armindo Costa no Congresso a 1.ª República e a Educação, organizado pela Escola Secundária Padre Benjamin Salgado, de Joane, concelho de Famalicão.
Presidente do Município de V. N. de Famalicão, Secretário de Estado-Adjunto da Educação, Alexandre Ventura, e o Governador Civil de Braga, Fernando Moniz.
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educação e república
Comunicação apresentada no Congresso 1.ª República e a Educação, na Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em Joane, no dia 7 de Maio de 2010.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
museu bernardino machado
Uma perspectiva do Museu Bernardino Machado: a clarabóia e alguns vitrais.




Famalicão, com o não ser praia nem sita de refastelo jovial de forasteiros, guardas nas contas das suas locandas a modéstia patriarcal dos burgos galegos, onde cada qual por quatro tostões pode almoçar um boi e beber pelos chifres a adega em fio do locandeiro, sem isso acrescer dum ceitil a paga habitual. / A vila é grande e chã de solo, com bastantes casas, como o povinho diz, de tratamento, algumas com vistosos jardins e quintas de emparrado. / Na arquitectura das casas ricas mantém-se o tipo de palação, casarão de dois e três andares, que a bisonheria indígena 9epete desde Lisboa até às fronteiras norte do país. / [...] Na fachada, ao nível do primeiro andar, larga e com bolas de vidro vermelho e azul, dá a impressão duma boca a rir com dentes verdes. /
Logo no andar superior e fachadas laterais, janelas de guilhotina, em fiadas idênticas, testificam o espírito forreta que faz o giro da peça aproveitando os cantos recônditos, e fazendo da simetria geométrica uma espécie de estética popular. / Ao alto como uma cúpula desta jaula de símios, todavia alegre e acolhedora, a clarabóia de vidros amarelos e azuis tem no cocuruto um galo ou caçador de zinco, em catavento; quando a não sobrepuja o mastro pára-raios, substituto da poética palma benta que nossas avós cruzavam na janela em tarde de trovões. São em geral pintadas de branco as paredes e portas de janelas, e estas com baguetas e cantos de talha dourada, que é por onde o brasileiro refrange o reflexo metálico dos seus contos; e sobre as trapeiras da casa, o terraço de parreiral com butacas de verga, completa este tipo de cómodo ricaço [...]
Fialho de Almeida
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Museu Bernardino Machado
bernardino machado pedagogia II apresentação
Uma apresentação do auditório, reconhecendo-se o Dr. Artur Sá da Costa e o Dr. Sá Marques (neto de Bernardino Machado).

O Dr. Sá Marques, neto de Bernardino Machado, e o Prof. Dr. Norberto Cunha em ampla confraternização.

Alguns fascículos da revista de Coimbra "O Instituto", na qual Bernardino Machado publicou pela primeira vez as "Notas Dum Pai".
O Dr. Sá Marques, neto de Bernardino Machado, e o Prof. Dr. Norberto Cunha em ampla confraternização.
Alguns fascículos da revista de Coimbra "O Instituto", na qual Bernardino Machado publicou pela primeira vez as "Notas Dum Pai".
As cinco edições (1896, 1897, 1899, 1901 e 1903) das "Notas dum Pai".
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domingo, 2 de maio de 2010
bernardino machado e a pedagogia
Publico aqui o primeiro ponto, dos oito, da "Introdução" a esta obra de Bernardino Machado publicada pela Câmara Municipal, o Museu Bernardino Machado e as Edições Húmus, do Prof. Dr. Norberto Ferreira da Cunha, coordenador científico do Museu e das respectivas obras de Bernardino Machado.
Esta obra - incomum no seu género, entre nós, por se tratar de uma sucessão de reflexões politemáticas, independentes entre si - teve cinco edições. Elogiada por Claparède e João Chagas, foi considerada por Câmara Reys um livro "ridículo", pese embora o muito apreço que tinha pela finura de espírito e pelo temperamento político do seu autor. Todas as edições têm, em comum, uma psico-genética das condutas sensori-motrizes, concretas, intelectuais e morais das crianças e reflexões de índole psico-pedagógica. Mas há diferenças assinaláveis entre as diferentes edições. A edição que foi publicada na revista O Instituto (Notas dum pae. As creanças, 1896-1903) além de focar aquele denominador comum, alarga os seus pólos de interesse ao cientista, à "pessoa" humana e ao "cidadão", discorrendo, com agudeza, sobre a epistemologia das ciências naturais, sublinha a importância paradigmática da moral social, simpatiza com a monarquia liberal de Fontes Pereira de Melo e Braamcamp Freire, não mostra qualquer simpatia pelas classes dirigentes monárquicas nem pelo movimento republicano português (mas quer que o poder político seja electivo e por sufrágio universal dos cidadãos), é completamente, hostil às ditaduras, apresenta um projecto próprio de democracia liberal e socialista, uma visão crítica - mas também construtiva - do ensino (sobretudo do infantil, elementar e superior) e algumas considerações sobre o catolicismo e a religião. As restantes edições são mais restritivas: enfatizam a prática psico-pedagógica infantil a partir da psicofisiologia e da observação das condutas das crianças (como na edição do Instituto e minimizam, quando não excluem (a atitude mais frequente) as reflexões epistemológicas e políticas. Há, pois, diferenças substanciais. Poder-se-á especular sobre as razões que levaram Bernardino Machado a não incluir nas edições distintas da publicada na revista conimbricense, certos temas de ordem epistemológica, social, política e educativa. Por uma de duas razões, certamente: as suas reflexões epistemológicas se não eram, inteiramente, deslocadas em livro de psico-pedagogia infantil e da psico-génese das operações sensori-motrizes, intectuais e morais, eram, todavia, inessenciais; a sua exclusão poder-se-á ter ficado a dever a uma mera depuração e concentração do "objecto" principal das suas reflexões; o mesmo se poderá dizer e, pelas mesmas razões, da exclusão das suas considerações políticas (embora aqui se possa dizer, também, que a exclusão ter-se-á ficado a dever ao seu crescente desencanto pela Monarquia e a uma cada vez maior aproximação ao republicanismo). Mas sejam quais forem as razões das exclusões e do reordenamento das suas reflexões, as diferenças que acabam de ser assinaladas tornam a edição do Instituto bastante distinta das restantes, não só incluindo o conteúdo destas, mas ultrapassando-o. Merece, pois uma "introdução" ao essencial das restantes (e algo diferentes) edições desta obra.
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