"Vila Nova de Famalicão. Testemunhos da oposição em 1969". In Correio do Minho (2 Nov. 09), p. 12."Os livros são as melhores provisões que encontrei para esta humana viagem." (Montaigne)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
caim & caim

+4.jpg)
António Marujo - "A Bíblia, a arte do pecado original e a culpa". In Público/P2 (24 Out. 09), p. 4.,+p.+1+capa.jpg)
,+4.jpg)
"A Bíblia é um manual de maus costumes". "É preciso ter muito cuidado quando se lê a Bíblia". In Jornal de Notícias (19 Out. 09), pp. 4-5.O mito de Caím é o mito da indiferença do ser humano pelo ser humano.
O Livro dos Saberes Práticos
A história acabou, não haverá mais nada que contar.
José Saramago
A História, as histórias do humano, não acaba(m).
O Livro dos Saberes Práticos
+6.jpg)
Richard Zimmler - "Saramago e a insustentável leveza da ignorãncia". In Público/P2 (27 Out. 09), pp. 6-7.i.
Este mito poderia ter constituído um belo exemplo de brandura divina. Ora o nosso imaginário conservou de Caim uma imagem negativa, se não atroz. Impõe-se então uma série de perguntas:
- Por que seria necessário existir um assassínio nas origens da humanidade - e que ainda por cima é um fratricídio?
- Por que seria necessário haver, por um lado, um filho amado por Deus a morrer sem descendência e outro que, apesar de ser um assassino, escapa ao castigo e deixa atrás de si fundadores de linhagens prestigiadas e «socialmente úteis»?
- Por que será que Adão e Eva decidem - de acordo com o texto que se apresenta como fundador conceber um terceiro filho que vão reconhecer como sendo o único legítimo?
- Por que será que a divindade escolheu arbitrariamente entre o agricultor e o pastor, privilegiando o último a ponto de fazer que Caim passasse pelo suplício da inveja?
ii.
Surgem-nos duas vias de investigação: por um lado, apresentamos o Mal como fundador. Após o episódio em que Adão e Eva se opõem à personagem divina por intermédio do tentador, após este fantasma de um paraíso concedido e perdido em favor de um saber entre a morte e sobre a sexualidade (acontecimento que os Gentios traduziram em termos de pecado original) o texto bíblico propõe-nos além disso uma reflexão que, desta vez, não se vai referir à queda, mas a um assassínio que parece ter sido necessário para introduzir a humanidade na socialidade. isto significa que a harmonia não poderia caracterizar o sujeito, mas que são sobretudo as tensões, as lutas e, no caso, a violência que introduzem as categorias da dívoda e da culpabilidade no próprio local em que o sujeito se estrutura.
iii.
... verdade dupla que o mito de Caim revela: o assassínio (só) foi cometido uma (única) vez, por isso está sempre presente no horizonte do nosso entendimento, da nossa história e até dos nossos processos de subjectivação e, logo, não precisa de ser realmente repetido. Mas a nossa posição enquanto indivíduos exige que esta constatação, que ameaça uma certa forma de humanismo pintado de angelismo beato, seja combinada com um reconhecimento deste crime, sem o qual reinaria a repetição estetizante e infinita do assassínio como maneira de estar no mundo.
iv.
... a negação do assassínio do outro resulta na negação da sua própria existência, primeiro na sua subjectividade, depois na sua humanidade e por fim na sua existência.
v.
Esta preversão da cultura e da civilização, esta recusa em reconhecer o crime estão na base de uma negação que está constantemente a encenar, em nome das massas, em nome do culto do eu, a parte maldita de Caim, atormentada por um outro que ele não consegue reconhecer «como seu irmão» e do qual também não se consegue livrar. Ora, já vimos que foi precisamente porque Caim reconheceu o seu erro, e apenas depois de uma sentença o ter castigado pelo seu crime, que os descendentes puderam fundar as formas de uma sociedade da qual todos nascemos.
Jacques Hassoun
António Marujo - "Saramago assume "valores cristãos" e diz que há muita coisa na Bíblia que vale a pena ler". In Público (22 Out. 09), p. 6.Luís Afonso - "Bartoon". In Público (22 Out. 09), p. 39.

Luís Miguel Queirós, Natália Faria - "Saramago volta a provocar a ira da igreja". In Público (20 Out. 09), p. 4.
Rafael Barbosa - "Figura do dia. É feio fazer publicidade a livros?" In Jornal de Notícias (22 Out. 09) p. 6.+capa.jpg)
+18.jpg)
"Entrevista ao autor de Caim. O valor do ser humano". In Jornal de Letras, Artes e Ideias (21 Out. 09), pp. 18-19.
Miguel Sousa Tavares - "O Futuro das Palavras. "Deus não é de fiar", José Saramago. "Quem é esse Saramago?", Deus". In Expresso (24 Out. 09), p. 9. +20+a+(2).jpg)

+20+c.jpg)
"José Saramago cara a cara com um padre e teólogo". In Expresso (24 Out. 09), pp. 20-21.
+34.jpg)
António Guerreiro - "Livros. Ficção. Em Nome de Deus". In Expresso/Actual (24 Out. 09), p. 34.
António Pedro Pereira - "Saramago "um bocado ofensivo" para os islâmicos de Lisboa". In Diário de Notícias (23 Out. 09), p. 64.
Eugénio Lisboa - "Literatura como manual de maus costumes". In Diário de Notícias (23 Out. 09), p. 13.
Etiquetas:
Literatura
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
40.º aniversário eleições legislativas 1969
Etiquetas:
Museu Bernardino Machado
Subscrever:
Mensagens (Atom)


+36.jpg)
+44.jpg)
+41.jpg)
,+40.jpg)
+39.jpg)

+45.jpg)
+56.jpg)
+42.jpg)
+17.jpg)
+20.jpg)
,+11.jpg)
+47.jpg)
+6.jpg)
+2.jpg)
+3.jpg)
+4.jpg)
+5.jpg)
+38a.jpg)
+39+b.jpg)
+39+c.jpg)
+71.jpg)

+13.jpg)
+13.jpg)
