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domingo, 3 de abril de 2011

pensar o feminismo

CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO (1871-1911)

estes recortes do falecimento de carolina beatriz ângelo dizem respeito ao ano do seu falecimento, em 1911, noticiado pelo jornal "o mundo", em 4 de outubro. vêm a propósito da conferência que vai ser pronunciada por antonieta garcia, no próximo dia 8 de abril, pelas 21h30, em vila nova de famalicão, no museu bernardino machado, chamando-se "feminismos na primeira república: o caso de carolina beatriz ângelo", e integrada no IV Ciclo de Conferências dedicado às mulheres perante a república.


"D. Carolina Beatriz Angelo". In O Mundo. Lisboa, Ano 12, n.º 3977 (4 Out. 1911), p. 3.






"Os Mortos. Homenagem á memoria de D. Carolina Beatriz Angelo". In O Mundo. Lisboa, Ano 12, n.º 4007 (4 Nov. 1911), p. 3.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

museu bernardino machado

Uma perspectiva do Museu Bernardino Machado: a clarabóia e alguns vitrais.




Famalicão, com o não ser praia nem sita de refastelo jovial de forasteiros, guardas nas contas das suas locandas a modéstia patriarcal dos burgos galegos, onde cada qual por quatro tostões pode almoçar um boi e beber pelos chifres a adega em fio do locandeiro, sem isso acrescer dum ceitil a paga habitual. / A vila é grande e chã de solo, com bastantes casas, como o povinho diz, de tratamento, algumas com vistosos jardins e quintas de emparrado. / Na arquitectura das casas ricas mantém-se o tipo de palação, casarão de dois e três andares, que a bisonheria indígena 9epete desde Lisboa até às fronteiras norte do país. / [...] Na fachada, ao nível do primeiro andar, larga e com bolas de vidro vermelho e azul, dá a impressão duma boca a rir com dentes verdes. /



Logo no andar superior e fachadas laterais, janelas de guilhotina, em fiadas idênticas, testificam o espírito forreta que faz o giro da peça aproveitando os cantos recônditos, e fazendo da simetria geométrica uma espécie de estética popular. / Ao alto como uma cúpula desta jaula de símios, todavia alegre e acolhedora, a clarabóia de vidros amarelos e azuis tem no cocuruto um galo ou caçador de zinco, em catavento; quando a não sobrepuja o mastro pára-raios, substituto da poética palma benta que nossas avós cruzavam na janela em tarde de trovões. São em geral pintadas de branco as paredes e portas de janelas, e estas com baguetas e cantos de talha dourada, que é por onde o brasileiro refrange o reflexo metálico dos seus contos; e sobre as trapeiras da casa, o terraço de parreiral com butacas de verga, completa este tipo de cómodo ricaço [...]
Fialho de Almeida

















terça-feira, 2 de março de 2010

museu bernardino machado, a primeira actividade

In Opinião Pública / Revista. V. N. de Famalicão, n.º 288 (14 Nov. 1997)

museu bernardino machado, o início


In Opinião Pública / Revista. V. N. de Famalicão, Ano 5, n.º 224 (Fev. 1996), pp. 43-44

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

museu bernardino machado encontros de outono

Diário do Minho. Braga (11 Nov. 09), p. 12

Opinião Pública. V. N. de Famalicão ( 11 Nov. 09), p. 23

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

legislativas 1969

"Vila Nova de Famalicão. Testemunhos da oposição em 1969". In Correio do Minho (2 Nov. 09), p. 12.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

40.º aniversário eleições legislativas 1969



Dr. Artur Sá da Costa, Dr.ª Margarida Malvar, Eng.º Eugénio Ribeiro, Prof. Dr. Norberto Cunha

Dr. Artur Sá da Costa, na apresentação do 40.º Aniversário das Eleições Legislativas de 1969, evocando a exposição, patente na respectiva sala, intitulada "Esperança ou Ilusão?", no Museu Bernardino Machado.


Diário do Minho. Braga (30 Out. 2009), p. 13.

Dr. Artur Sá da Costa, Dr.ª Margarida Malvar e o Eng. Eugénio Ribeiro.



Dr. Joaquim Loureiro, Dr. Macedo Varela e Dr. Artur Sá da Costa, numa visita à exposição.


Diário do Minho. Braga (29 Out. 2009), p. 13.

Prof. Dr. Norberto Cunha, Dr. Macedo Varela, Dr. Joaquim Loureiro e Dr.ª Margarida Malvar

Dr. Artur Sá da Costa, Exmos. Srs. Manuel Cunha e Artur Simões, filho do antigo proprietário do café Nara, o qual já não existe









terça-feira, 6 de outubro de 2009

a república em v. n. de famalicão

No passado dia 5 de Outubro, mais precisamente ontem, pelas 18h00, foi apresentado no Museu Bernardino Machado o I Tomo da Pedagogia das Obras de Bernardino Machado, no âmbito das comemorações da implantação da República. A edição do livro esteve a cargo da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão/Museu Bernardino Machado numa parceria com a editora Húmus. Mas a presença mais marcante, foi, indiscutivelmente, a do Dr. Manuel Sá Marques, neto de Bernardino Machado, que conviveu com os funcionários do Museu, contando as suas fantásticas histórias, principlamente quando participava nas comemorações da República no tempo da outra senhora, sendo os manifestantes corridos a cacetete, junto da estátua de António José de Almeida, em Lisboa. Um dia fantástico com esta e outras histórias, na sua amiga presença.




Um aspecto da sessão de apresentação do volume 2 das Obras de Bernardino Machado, correspondendo este volume ao Tomo I da Pedagogia, estando na mesa o Prof. Dr. Norberto Cunha, Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado, Dr. Artur Sá da Costa, Director de Departamento da Educação e Cultura da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão e, como não podia deixar de ser, o estimável Dr. Manuel Sá Marques.


O Dr. Artur Sá da Costa, ao entrar no Museu Bernardino Machado, para a apresentação do respectivo livro, terminando a mesma com um "Viva a República!", tal como o fez o senador Sousa Fernandes, na inauguração da Biblioteca Municipal no dia 5 de Outubro de 1913.



O Dr. Manuel Sá Marques sempre atento às novas tecnologias. O seu blog é um exemplo disso mesmo.


O Dr. Manuel Sá Marques a rubricar um catálogo do Museu Bernardino Machado a uma família, que entretanto tinha visitado a exposição permanente.


O Dr. Manuel Sá Marques e o seu gosto pela fotografia. Ao seu lado, a Dr.ª Paula Lamego, a coordenadora técnica do Museu.

O Dr. Sá Marques em franco convívio.

Mais uma vez, a contar as suas histórias.


O Dr. Sá Marques, também um grande amigo do Museu, a consultar e a comentar a última oferta ao Museu Bernardino Machado, dos filhos do Dr. Alberto Saavedra.

A Dr.ª Paula Lamego, coordenadora técnica do Museu, a mostrar ao Dr. Sá Marques a última doação ao Museu Bernardino Machado, feita pelos filhos do Dr. Alberto Saavedra.


As dedicatórias ao meu exemplar da Pedagogia, de Bernardino Machado, por Dr. Manuel Sá Marques e Eng. Miguel Machado (netos de Bernardino Machado), e pelo bisneto António Machado. Fico assim com uma recordação das comemorações da República em Famalicão, dos descendentes duma figura e dum papel inquetionável na mesma, pela liberdade e pela acção do bem comum.











domingo, 24 de maio de 2009

23 maio 09

Para o Dr. Sá Marques



Hoje, melhor, ontem, já que passa mais da meia-noite, em vez de ter ido a Seide para a 2.ª sessão da Comunidade de Leitores de Camilo, tendo sido o livro escolhido Vinte Horas de Liteira, resolvi ir até ao Museu Bernardino Machado, não só para escutar a conferência do Prof. Norberto Cunha, como também para dar um abraço ao Dr. Manuel Sá Marques. Posso dizer que, usando um título camiliano, que estive em Seide com o coração, a cabeça e o estômago: com o coração porque gosto de Camilo, com a cabeça porque já aí virá algumas reflexões pessoais sobre Vinte Horas de Liteira, e, finalmente, com o estômago, porque, tal como na primeira sessão, não deveria ter faltado uns docinhos e um vinho do porto para se apreciar a obra seleccionada. Camilo gostaria destas sessões.

Mas a surpresa seria inquestionavelmente a oferta que o Dr. Sá Marques me proporcionaria, com alguns livros, obviamente, com a sua boa vontade infinita. Kant gostaria deste neto de Bernardino Machado. Desta boa vontade do Dr. Sá Marques, tão pouco comum nos nossos dias, tenho até uma experiência recente que me deslumbrou. Efectivamente, anadava ainda a investigar a colaboração de Armando Bacelar na imprensa neo-realista, quando necessitava do jornal bracarense Alma Nova, por ele dirigido enquanto estudante liceal em Braga. Na altura, sabendo que os quatro números existiam na Biblioteca Nacional, pensei então em pedir ao Dr. Sá Marques que me arranjasse o título respectivo, o que o obrigaria a deslocar-se à respectiva Biblioteca Nacional. Após alguns dilemas morais, entre o pedir e o não pedir, lá resolvi um dia telefonar-lhe; e a resposta foi imediata, para não me preocupar que trataria de tudo, e disponha, disponha! O espanto foi tanto, fiquei tão estupefacto com tamanha amabilidade, que tal gesto é daqueles gestos que não se esquecem, ficam connosco até à imortalidade dos tempos, na nossa interioridade, enviando-me, praticamente, logo de seguida, os números respectivos fotocopiados por correio.
Desta vez, com a sua vinda a Famalicão, entre ir a Seide ou ao Museu, a opção de lhe ir dar um abraço e conversar um pouco com ele foi a que prevaleceu e acabou por ser relevante, não só pela sua companhia, como igualmente pelas ofertas com que me presenciou. Alguns livros eram conhecidos e não lidos, outros tidos e já lidos e outros ainda completamente desconhecidos. Destes últimos, saliento dois de José Barata Moura intitulados

respectivamente, Totalidade e Contradição: acerca da dialéctica e Para Uma Crítica da «Filosofia dos Valores», assim como o de Egídio Namorado intitulado Ponto de Vista, com prefácio de Fernando Catroga e que se chama Egídio Namorado: um racionalista dialéctico. Dos já conhecidos e não tidos (já estive com o livro na mão para o comprá-lo) destaco o livro O Século dos Intelectuais de Michel Winock e dos já tidos e lidos As Paixões e os Interesses de Albert Hirschman e o de Stuart Mill com o título Da Liberdade de Pensamento e de Expressão.


Ora, o ensaio de Hirschman é um daqueles textos que se podem aplicar perfeitamente à estética camiliana no plano teórico para justificar o que Camilo nos diz a propósito da “loucura do género humano”, a qual, na leitura das Vinte Horas de Liteira, a citação é de lá, se reparte entre o amor e a “moeda”. Aliás, Camilo aventa a hipótese de se inventar o numímetro, para se descodificar o comportamento humano.

Não sei, como é óbvio, as razões que levaram a Cândido Martins, o moderador destas sessões, a escolher este livro de Camilo para a 2.ª sessão da Comunidade de Leitores de Camilo. Contudo, para mim, inquestionavelmente, Vinte Horas de Liteira representa a condição programática da estética criacional de Camilo, a qual vem desde o seu primeiro romance, Anátema. Será através do seu alter-ego António Joaquim (cuja personagem aparece em romances como o Sangue e Doze Casamentos Felizes) que o autor-narrador Camilo expõe a condição de se ser escritor, evoca o papel dos editores perante o escritor, como é que o tema surge na escolha do escritor, as relações do autor com o editor e com o leitor, reflexões à volta do papel da literatura perante a


problemática do fingimento, a literatura na sua dimensão moral, ou o papel da imaginação e da memória no acto criacional, no nosso caso em Camilo. Perante estes grandes temas, surge-nos a fenomenologia do amor nos vários tipos humanos que Camilo oferece na multiplicidade de histórias (hoje, a literatura portuguesa é sem história) que nos vai auto-narrando pela figura de António Joaquim, analisa aquilo que poderá ser a poesia, o papel dos folhetinistas (os quais, depois, dão em políticos), as


paixões, os costumes, ou a relação intertextual com as personagens. Finalmente, gostaria de salientar a referência que Camilo nas Vinte Horas de Liteira efectua ao Minho e, particularmente, a Vermoim, freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, não só no que diz respeito ao seu castelo ficcional, aparecendo muitas vezes nos seus textos, como a rara apologia de encantamento da vizinhança de Seide. Cito:

Vermoim é um altíssimo acerco de fragas, sobranceiras à freguesia daquele nom, uma légua distante de Famalicão, à esquerda da estrada de Guimarães. Da crista do monte descobrem-se verdadeiros tesouros, fertilíssimas campinas, povoações a branquejarem por entre florestas, bosques coroados pelas agulhas das torres, rios que serpenteiam por entre almargens e ervaçais, enfim, o Minho, o espectáculo prodigioso, que faz amar Portugal, e pedir a Deus nos não deixe ir tão longe no caminho do progresso material, que, ao cabo de contas – ao cabo de contas é a frase própria –, fiquemos sem pátria, por amor do aperfeiçoamento da matéria.


Evoco aqui, para uma análise futura mais profunda, sobre o que poderá ser a felicidade, através da personagem de Manuel de Mó, brasileiro de torna-viagem, tema, aliás, tão rico em Camilo:


Disse-me ele que cumprira o voto que fizera antes de ir para o Brasil, porque viera de lá com tamanha riqueza que não invejava a riqueza de ninguém, e por isso se considerava o homem mais rico da terra. Quis ele dizer que a experiência do mundo, e particularmente a experiência da vida amargurada de quem vai enriquecer-se ao Brasil, é um tesouro que Deus concede àqueles a quem quer dar o desapego dos bens necessários à verdadeira felicidade.