
"Os livros são as melhores provisões que encontrei para esta humana viagem." (Montaigne)
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domingo, 19 de setembro de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
crónicas de agosto
Portugal é um país que se revela, cada vez mais, igual a si próprio. Hoje, de manhã, ao ler o "Jornal de Notícias" algo espantoso: dois jovens mortos! As circunstâncias são fantásticas, porque o primeiro, vítima de um acidente de viação, não tendo sido ainda o responsável capturado pelas autoridades, é visto pelo amigo em tal situação. Isto faz-me lembrar quando Fernando Pessoa recebeu a última carta do amigo Mário de Sá-Carneiro, o qual já se tinha suicidado, sem o primeiro saber ainda... Como se não chegasse, o amigo, luso-francês, decidiu ir "arejar" a um café, este é assaltado e morto a tiro!!! Aliás, o primeiro, já tinha reparado que Portugal era um país violento, dando um exemplo, quando viu duas mulheres zangadas, ficando admirado com os gritos e as agressões. Bom, também já cheguei a ver duas mulheres engalfinhadas, e, neste caso, a luta era com os cabelos e os insultos! Portugal não é, nem nunca foi, um país de brando costumes: basta ver, por exemplo, "O Século" entre finais do século XIX e princípios do XX (assim como também "O Mundo"´, que surge em 1900): sempre houve homicídios, violência doméstica e crimes passionais! O "Jornal de Notícias" é o exemplo mais concreto disso mesmo na nossa contemporaneidade. Mas mais do que os actos, depois, ao fim do dia, ao comer o meu geladinho bem fresquinho no Casal, como ainda não tinha dado uma vista de olhos ao "Público", e logo nas primeiras páginas, fica-se espantado com a crise algarvia da saúde, mas mais ainda, com o que um responsável autárquico (da Câmara de Loulé) afirma, chegando ao cúmulo de ser tal afirmação o título da notícia: "Como é possível um turista de luxo ficar numa maca de corredor de hospital?" Mas a saúde não é para todos? Como se não bastasse as horas intermináveis que o cidadão, seja português ou estrangeiro, fica há espera, tinha de aparecer este título fantástico! Como se não chegasse, o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve questiona "Não querem esperar? Há as clínicas, os consultórios". Como se os portugueses ganhassem riso de dinheiro para tratarem a saúde nas clínicas privadas! Como se não chegasse ainda, mais um inquérito sobre um outro inquérito... e assim roda Portugal, igual a sí próprio!!! E como ontem falei em Georges Minois, lembrei-me de ir até há minha bancada filosófica e de lá retirei estes livros, os quais podem ajudar um pouco a perceber as mentalidades sociais contemporãneas, tão absurdas, como complexas.


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domingo, 14 de março de 2010
pensar portugal
As reportagens que hoje aqui, neste blog, coloquei, nomeadamente as que o "Público" editou no seu 20.º aniversário (a que dei o título geral "A Outra Imagem de Portugal" e "Portugal e/ou no Mundo"), revela apenas que há um outro Portugal para além do orçamento de estado e do plano de estabilidade e de crescimento, um outro Portugal que os sindicatos e este governo socialista pretendem dar a conhecer aos portugueses, o Portugal não real. Portugal, aqui, pelo menos no campo político, continua igual a si mesmo; e isto, porque, quando leio Bernardino Machado, o fenómeno político é o mesmo, a mentalidade é a mesma. Observemos. Num texto de 1895, com o título "Guerra ao Banditismo Político", podemos ler o seguinte: "São conhecidos os acordos eleitorais, em virtude dos quais os partidos conseguiram mais do que falsificar a eleição: suprimiram o eleitor." E mais à frente: "Mas o que não é uma ficção, o que é uma terrível realidade, é o despotismo das facções, que, lançando através de todos os partidos os seus tentáculos para sugarem a vida do país, nos empobrecem e aviltam." Num outro texto, igualmente de 1895, e com o título "O Governo de Engrandecimento do Poder Real", diz-nos a dado passo que "a corrupção política cada vez mais exaspera a paciência pública com os escândalos que sucessivamente vêm à supuração." Julgo que a difrença não é muito. Daqui que incluo o texto de José Matoso "Uma Ideia Portugal" porque mais do que uma ideia para Portugal é necessário e urgente pensar Portugal para o futuro, sem ideias decadentistas, um Portugal activo e não passivo, porque a sociedade portuguesa parece que dá precisamente a ideia de uma sociedade inerte e fechada sobre si mesma, uma sociedade que não pensa o seu momento presente para o futuro. Esta é a grande urgência! E num momento em que as comemorações do centenário da República, com as suas plenas actividades em programação e desenvolvimento, incorporando as escolas e os municípios, está em pleno andamento, o que se deve retirar destas comemorações é precisamente o espírito de pensar Portugal hoje em direcção ao futuro, sem mais nem menos. Será que esse espírito comemorativo o tem conseguido? Só no final das comemorações se fará o balanço, assim o espero, que acima de tudo seja um balanço positivo. Não chega programar actividades e realizá-las, mas pensar que ficou algum fruto para a renovação de Portugal, esse é que deve ser o espírito comemorativo da República. Neste âmbito, podemos ficar igualmente satisfeitos com o destaque que o jornal de cultura "Entre as Artes e as Letras" deu destaque à realização de mais um "Famafest", um festival de cinema e de literatura realizado pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, o qual já vai na sua 12.ª edição. Mas esta última semana, o município de Famalicão, em conjunção com a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, organizou também a "Semana de Leitura", durante a qual a autarquia inaugurou mais três novos espaços de leitura, três novas bibliotecas incluídas na rede escolar de Famalicão. O que daqui se espera, acima de tudo, é que estes espaços não sejam espaços amorfos, mas vivos e que criem, particularmente, o hábito de uma leitura que seja crítica para um Portugal melhor: que sejam espaços, essencialmente, criativos, esta é a esperança. No fundo, que sejam espaços dialogantes entre os mais novos, tal como José Gil, conforme o ouvi na tsf, o qual não percebia o que era a última lição, ou melhor, a lição, mas sim que a conferência que proferiu seja um espaço de diálogo contínuo, conforme os seminários que dava, um espaço de diálogo, de crítica, de convivência e de saber, eis o que interessa.
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