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domingo, 7 de agosto de 2011

slavov zizek



"Este livrinho trata da maneira como a postura ideológica hoje predominante - o liberalismo multicultural e tolerante - participa em pleno neste despolitização da economia; para o reumir em termos consisos, a tolerância multicultural é a ideologia hegemónica do capitalismo global. A oposição entre o fundamentalismo étnico-sexista-religioso e a tolerância multicultural é, em última análise, uma falsa oposição: a neutralização política da economia é o postulado comum aos dois extremos. A única via de saúde deste beco, e o primeiro passo, portanto, a caminho de uma renovação da esquerda, é a reafirmação de uma crítica virulenta, fortemente intolerante da civilização capitalista global."


I - A hegemonia e os seus fantasmas

II - Por que razão as ideias dominantes não são as ideias dos dominantes?

III - O político e as suas denegações

IV - A pós-política...

V - e a suas violência

VI - Existirá um eurocentrismo progressista?

VII - Os três universais

VIII - A tolerância repressiva do multiculturalismo

IX - Para uma suspensão de esquerda da lei

X - A sociedade do risco e os seus inimigos

XI - O Unbehagen na sociedade do risco

XII - A sexualidade hoje

XIII - É a economia política, imbecil!



slavoj zizek o novo livro










Público / Ípsilon (5 Ago. 2011)








quinta-feira, 4 de agosto de 2011

john rawls e a filosofia moral



"A razão é vista como algo que prescreve incondicionalmente certas ações, ou ainda com referência a algum fim ulterior. Contudo, diz Sidgwick, é possível ver o ideal moral antes como algo que atrai, que determina um bom ideal a ser buscado, do que como um preceito, ou um imperativo, da razão. A acção virtuosa, ou a retidão na ação, é vista não como um preceito de uma razão imperativa, mas como algo bom em si mesmo, e não meramente como um meio para um bem ulterior."


Rawls






John Rawls - História da Filosofia Moral. org. Barbara Herman; Trad. Ana Aguiar Cotrim. São Paulo: Martins Fontes, 2005.


Introdução

A Filosofia Moral Moderna


Hume

A moralidade psicologizada e as paixões

A deliberação racional e o papel da razão

A justiça como virtude artificial

A crítica do intuicionismo racional

O espectador judicioso


Leibniz

O seu aperfeiçoamento metafísico

Os espíritos como substâncias ativas: sua liberdade


Kant

Fundamentação: Prefácio e Parte I

O imperativo categórico: a primeira formulação

O imperativo categórico: a segunda formulação

O imperativo categórico: a terceira formulação

A prioridade do justo e o objecto da lei moral

O constutivismo moral

O fato da razão

A lei moral como a lei da liberdade

A psicologia moral da Religião, Livro I

A unidade da razão


Hegel

Sua Rechtsphilosophie

Vida ética e liberalismo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

da educação e da felicidade ii

Ophelia - "Litteratura. A Felicidade do Homem Comparada com a da Mulher". In Diário Ilustrado (26 Nov. 1892).

da educação e da felicidade


J. Severiano Pereira - "A Felicidade do Homem Comparada com a da Mulher". In Diário Ilustrado (26 Maio 1893).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

alain tourraine



"Em que é que a liberdade, a felicidade pessoal ou a satisfação das necessidades são racionais? Admitamos que a arbitrariedade do Príncipe e o respeito por costumes locais e profissionais se opõem à racionalização da produção e que esta exige que as barreiras caiam, que a violência recue e que seja instaurado um Estado de direito. Contudo, isso nada tem a ver com a liberdade, a democracia e a felicidade individual, como bemo sabem os Franceses, cujo Estado de direito foi constituído com a monarquia absoluta. Que a autoridade racional legal esteja associada à economia de mercado na construção da sociedade moderna não é suficiente, nem de perto nem de longe, para demonstrar que o crescimento e a democracia estão ligados entre si pela força da razão. Eles estão-no pela sua luta comum contra a tradição e o arbítrio, portanto, pela negativa, e não de uma maneira positiva. A mesma crítica é válida para a suposta ligação entre a racionalização e a felicidade, e com a legitimidade redobrada. A libertação dos controlos e das formas tradicionais de autoridade permite a felicidade, mas não a assegura; ela apela à liberdade mas, ao mesmo tempo, submete-a à organização centralizada da produção e do consumo. A afirmação de que o progresso é a marcha em direcção à abundância, à liberdade e à felicidade, e que estes três objectivos estão fortemente ligados entre si, não passa de uma ideologia constantemente desmentida pela História."


Alain Tourraine






A MODERNIDADE TRIUNFANTE

I - As luzes da razão

II A alma e o direito natural

III O sentido da história


A MODERNIDADE EM CRISE

I A decomposição

II A destruição do Eu-mesmo

III A nação, a empresa, o consumidor

IV Os intelectuais contra va modernidade

V Saídas da modernidade


NASCIMENTO DO SUJEITO

I O sujeito

II O sujeito como movimento social

III Eu não sou Eu-mesmo

IV A sombra e a luz

V O que é a democracia?


Pontos de chegada

quarta-feira, 6 de julho de 2011

bernardino machado e francisco giner de los ríos

a minha prenda de aniversário para o dr. sá marques, com mais uma primavera invejável, um abraço fraternal e saudoso deste amigo que não o esquece, nem a si nem à sua família.




Para além dos estudos de Gerald Moser, precisamente "A Amizade entre Bernardino Machado e os Irmãos Giner de los Ríos" e "O Lusófilo Exemplar. Francisco Giner de los Ríos", o primeiro publicado na "Seara Nova" (1961) e o segundo na "Vértice" (1960), temos também um mais recente, de Eugenio Otero Urtaza intitulado "Bernardino Machado e Francisco Giner de los Ríos: entre 1886 e 1910. Amizade, Iberismo e Espírito de Reforma Educativa", estudo que se encontra publicado na "Revista de Pensamento do Eixo Atlântico" (2003). Entre os três estudos, não conheço mais nenhum até hoje, há uma linha de continuidade: a originalidade do pensamento de Bernardino Machado e de Francisco Giner de los Ríos através do plano educativo para a renovação mental da sociedade, no caso deles, e consecutivamente, de Espanha e de Portugal. Um iberismo único, para além das perspectivas políticas, que tantas polémicas causaram nos finais do século XIX em Portugal, unindo-os o mesmo ideal reformista da sociedade pela educação num sentido prático e de consciências livres. A base que sustém os respectivos estudos é, particularmente, a correspondência de ambos: enquanto que Gerald Moser se baseia na correspondência entre Francisco Giner e Bernardino Machado, por seu turno, Eugénio Urtaza utiliza a correspondência de Bernardino Machado para Francisco Giner. A minha perspectiva é contribuir com mais uma achega da relação de amizade, cívica e intelectual, de Bernardino Machado e Francisco Giner, através dos textos do primeiro e das suas referências que realiza perante o segundo. Julgo que esta relação textual, para uma maior compreensão de ambos, ainda não está feita, faltando, suponho, o mesmo no plano inverso, de Francisco Giner relativamente a Bernardino Machado. Desta forma, a primeira referência que Bernardino Machado efectua relativamente a Francisco Giner é, precisamente, no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano. Vice-Presidente do respectivo Congresso, Machado refere-se ao Instituto Libre de Enseñanza e a Francisco Giner nos seguintes termos: "Um facto se patenteou no Congresso, que merece ser posto em alto relevo: a renovação operada na pedagogia espanhola pela sábia, cordialíssima e intrépida iniciativa da Institución Libre de Enseñanza de Madrid que de todas as boas armas de propaganda tem lançado mão na sua benemérita campanha, e que sobretudo pela virtude e autoridade do seu exemplo conseguiu influir profundamente não só nos métodos de ensino, ams ainda, o que é mais, nos costumes escolaresm desenvolvendo os costumes de família entre professores e discípulos e a todos atraindo para o mais puro culto do dever. Desta intimidade moral davam um testemunho, além de Madrid, várias Universidades da província, principalmente Oviedo. O Congresso, pode dizer-se, que era a um tempo o efeito e a demonstração da larga e poderosa influência dos superiores espíritos que dirigem a Institución entre os quais avulta, por mais que individualmente se retrata, um dos primeiros educadores modernos, D. Francisco Giner." (Pedagogia - I, V. N. de Famalicão, 2009, p. 434). Aqui, nesta citação, está precisamente o que os uniu, enquanto pedagogos: a fraterna conciliação dos espíritos numa fraternização intelectual e relacional entre professores e alunos para a consciencialização moral do segundo em plena liberdade de responsabilidade. Das influências de Julian Sans del Río e das origens da Institución Libre de Enseñanza, Machado nos explica o "mesmo sentimento patriótico de regeneração" que "agita profundamente a alma espanhola" no texto "A Pedagogia Nova em Espanha", principalmente a partir de 1876, na medida em que surge uma ordem real de que o "ensino universitário é taxado de nefasto à religião e às instituições." Os protestos não pararam. As origens da Institución de Giner estão nestes acontecimentos." (Pedagogia -I, V. N. de Famalicão, pp. 451-454). Destas duas referências de 1892, surge uma em 1896 nos seguintes termos: "Dos estrangeiros que hoje fazem opinião em assuntos de pedagogia, um dos mais eminentes é, sem dúvida, o douto professor espanhol, Francisco Giner. / O seu saber só é comparável aos seus serviços. De Madrid, onde ele é a alma da Institución Libre d`Enseñanza", a sua influência irradia por toda a Espanha; e é verdadeiramente belo e educativo este espectáculo das relações cordiais em que o magistério da nação vizinha se une intimamente entre si para o eficaz desempenho da sua missão. / Saudemos na pessoa do ilustre catedrático da Universidade Central, de Madrid, o sábio e o patriota." ("D. Francisco Giner". In Pedagogia - I, V. N. de Famalicão, p. 650). Um elogio público de uma amizade já, praticamente, com dez anos de existência. Em 1900, Bernardino Machado nas famosas "Conferências de Pedagogia", ao historiar o avanço da pedagogia europeia, refere-se a Giner nos seguintes termos: "Junto a nós, aqui mesmo em Espanha, os principais professores, à frente dos quais o meu querido amigo D. Francisco Giner, em quem me inspiro também, procuram dirigir o ensino nacional." (Pedagogia - III, V. N. de Famalicão, 2009, pp. 162) e, em 1901, em "A Estudantina de Santiago de Compostela" recorda saudosamente os tempos passados na Institución (Pedagogia - III, V. N. de Famalicão, 2009, pp. 195.198). Recorde-se que em 1888 Bernardino Machado é nomeado Professor Honorário da respectiva Instituición. Finalmente, mais duas referências: quando Blasco Ibañez vem a Portugal e é recebido pelos republicanos em Lisboa, em Maio de 1909, Machado realiza um discurso em sua honra e refere o melhor da intelectualidade espanhola da época, não esquecendo, como seria lógico, Francisco Giner. Assim se refere ao pedagogo espanhol nos seguintes termos: "Para essa obra de sociabilidade e de colaboração mútua tem contribuído imenso, cimentando a união íntima da juventude espanhola, a Instituição Livre de Ensino, de Madrid, à frente da qual está um dos primeiros educadores do nosso tempo, D. Francisco Giner. Por isso, dirige-lhe também dali as suas saudações." Estamos aqui perante uma outra temática tão cara aos dois pedagogos: a socialização do ensino: um ensino virado para a sociedade, um ensino activo e não amorfo.("Blasco Ibañez". In Pela República: 1908-1909 - II. Lisboa: Editor-proprietario, Bernardino Machado, 1910, pp. 547-551). Da última referência que de momento possuo de Bernardino Machado relativamente a Francisco Giner, encontra-se num discurso do primeiro proferido no aniversário do Centro Republicano de Setúbal (O Mundo. Lisboa, Ano 10, n.º 3398 (18 Abr. 1910), p. 2), salientando a filosofia política do pedagogo espanhol: "Um dos maiores pensadores contemporâneos, o professor espanhol D. Francisco Giner, numa nota apresentada no fim do ano passado ao Congresso de Saragoça, sobre o conceito da lei no direito positivo, demonstrou magistralmente como desde o fim do século dezoito as revoluções populares de fazer o que no Governo os Reis e os Ministros filantropos, como o nosso Pombal, tinham querido mas não haviam conseguido fazer: harmonizar, pela lei, as instituições com a sociedade." Concerteza que voltaremos mais vezes a estas duas fascinantes personalidades.




portugal



"A autoflagelação é a má consciência da passividade, e não é fácil superá-la num contexto em que a passividade, quando não é querida, é imposta. Estamos a ser agidos. Nosso é apenas um nome em nome do qual outros agem para o bem que só é nosso se for também deles. Para agirmos temos de desviar os olhos desta paisagem e caminhar no escuro por alguns momentos até chegarmos às suas traseiras para ver os andaimes que a sustentam, observar a azáfama que por lá vai e identificar os lanços vazios à espera da nossa acção. O objectivo deste livro é identificar alguns desses lanços e, co m isso, reconstruir a esperança a que temos direito. Esperar sem esperança seria o pior que nos poderia acontecer. O nosso inconformismo ante tal cenário deve ser radical. / No primeiro capítuloi, falo breves precisões concentuais sobre as crises e suas soluções. No segundo capítulo, apresento uma reconstrução histórica de algumas contas mal feitas na nossa vida colectiva e nas nossas relações com a Europa. No terceiro capítulo, analiso o possível impacto das medidas de austeridade recessiva na vida dos portugueses. No quarto capítulo, proponho algumas medidas para sairmos da crise com dignidade e com esperança, tanto medidas de curto prazo como medidas de médio prazo. No quinto capítulo, centro-me nos desafios que se levantam às soluções que só fazem sentido se adopatdas a nível europeu e mundial. O maior desses desafios é travar e se possível inverter a preocupante proliferação do que desgigno por fascismo social. No sexto capítulo, defendo a necessidade e a possibilidade de um outroi projecto europeu mais inclusivo e solidário. Finalmente, no sétimo capítulo, defendo que a outra Europa possível só se concretizará na medida em que ela for capaz de partilhar os desafios da luta por um outro mundo muitíssimo mais vasto, mas, tal como ela, possível e urgente." (9)


I - As identidades das crises


II - Um diagnóstico português


III - A desmedida das medidas de auteridade recessiva


IV - Sair da crise com dignidade e esperança


V - Outros mundos possíveis: a ameaça do fascismo social


VI - Outra Europa possível


VII - Outro mundo é possível

quarta-feira, 29 de junho de 2011

da esperança política



"Este livro trata de contribuir para uma nova teoria do tempo social num dos seus aspectos mais relevantes - como se realciona a sociedade com o seu futuro, comos e antecipa, comos e decide e configura - extraindo desta perspectiva uma série de lições que podem ajudar a uma renovação do nosso modo de entender e levar a cabo a política. A crítica do uso que as sociedades fazem do tempo futuro é uma chave para desenvolver uma reoria crítica da sociedade. Toda a teoria da sociedade deve ser hoje uma teoria do tempo e, especialmente, do emprego que fazemos do futuro. E é que a crise da política tem muito a ver com uma crise do futuro e da sua crescente ilegibilidade. A transformação que as sociedade democráticas necessitam será a de considerar o futuro como o seu espaço mais interessante de acção, se acertamos agora de estabelecer os procedimentos para nos libertar da tirania do curto prazo e abrir-mo-nos até ao horizonte mais ambicioso da longue durée. Essa era a tarefa que Max Weber assinava à política: gerir o futuro e responsabilizar-se por ele."


Daniel Innerarity




I

O Futuro das sociedades democráticas. Uma teoria da justiça intergeracional


II

A paisagem temporal da sociedade contemporânea. Uma teoria da aceleração


III

Como se conhece o futuro? Uma teoria de prospectiva


IV

Como se decide o futuro? Uma teoria da decisão


V

Quem se encarrega do futuro? Uma teoria da responsabilidade


VI

Cronopolítica. Uma teoria dos ritmos sociais


VII

A política numa sociedade pos-histórica. Uma teoria da contingência política


VIII

A construção política da esperança colectiva





sexta-feira, 17 de junho de 2011

para uma eticidade social




"... tento desenvolver os princípios de uma teoria normativa e substancial da sociedade a partir da hipótese de trabalho hegeliana de uma «luta pelo reconhecimento». A intenção de um tal empreendimento deriva dos resultados a que conduzira a minah investigação sobre a «Crítica do Poder»: quem tentar integrar os avanços, ao nível da teoria da sociedade, dos escritos históricos de Michel Foucault num contexto da teoria da comunicação não poderá prescindir de um conceito da luta moralmente motivada.... A reconstrução sistemática da figura de argumentação hegeliana, que constitui a primeira parte do livro, conduz a uma distinção de três formas de reconhecimento, que contêm em si, por sua vez, o potencial de uma motivação de conflitos."


"A segunda parte principal, sistemática, do trabalho toma como ponto de partida, por isso, a intenção de dar à ideia hegeliana uma viragem empírica pelo recurso à psicologia social de G. H. Mead: deste modo, gera-se um conceito intersubjectivo da pessoa, no seio do qual se comprova a possibilidade de uma auto-relação não perturbada como estando dependente de três formas de reconhecimento (amor, direito, valorização). Para retirar à hipótese assim esboçada o seu carácter de mera teoria histórica, procuro justificar nos dois capítulos seguintes, com base nos fenómenos objectivos e sob a forma de uma reconstrução empiricamente sustentada, a distinção das diversas relações de reconhecimento: às três formas de reconhecimento correspondem, como o comprova uma revisão deste tipo, três tipos de desrespeito, cuja experiência poderá influir sempre como motivo de acção na génese de conflitos sociais."


"Como consequência deste segundo estádio de investigação delineia-se assima ideia de uma teoria crítica da sociedade, na qual se deverá explicar os processos da transformação social referentes às pretensões normativas estruturalmente ínsitas à relação de reconhecimento recíproco. Na última parte do livro, sigo as perspectivas que são abertas por este pensamento fundamental em três direcções observáveis: primeiramente é retomado o fio histórico-teórico para verificar em que autores, depois de Hegel, se encontram abordagens para um modelo de conflito comparável; a partir daí será possível retirar ilações sobre o significado histórico de experiências de desrespeito, que s epodem generalizar a tal ponto que a lógica moral dos conflitos sociais pode vir à luz do dia; porque só se pode alargar um tal modelo tornando-o um quadro de interpretação crítico para processos de desenvolvimento históricos, quando o seu ponto de referência normativo estiver clarificado, será esboçada por fim, num último passo, no plano da teoria do reconhecimento, uma concepção de eticidade..."


Axel Honneth



RECUPERAÇÃO HISTÓRICA

Luta pela auto-conservação: sobre a fundamentação da filosofia social moderna

Crime e eticidade: a nova abordagem de Hegel a partir da teoria da intersubjectividade

Luta pelo reconhecimento: sobre a teoria social da Realphilosophie de Hegel em Jena


ACTUALIZAÇÃO SISTEMÁTICA

A ESTRUTURA DAS RELAÇÕES SOCIAIS DE RECONHECIMENTO


Reconhecimento e socialização: Mead e a transformação naturalista da ideia hegeliana

Modelos de reconhecimento intersubjectivo: Amor, Direito, Solidariedade

Identidade pessoal e desrespeito: violação, privação de direitos, degradação


A PERSPECTIVA DA FILOSOFIA SOCIAL

MORAL E DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Traços de uma tradição da filosofia social: Marx, Sorel, Sartre

Desrespeito e resistência: sobre a lógica moral dos conflitos sociais

Condições intersubjectivas da integridade pessoal: um conceito formal de eticidade


O FUNDAMENTO DO RECONHECIMENTO. UMA RÉPLICA A QUESTÕES CRÍTICAS

terça-feira, 24 de maio de 2011

um livro mais de savater

aquilo que somos, somos sendo


livro dos saberes práticos



"A pergunta pelo tempo nada tem a ver com o que vais fazer, mas sim com o que tu és. O tempo é algo que te acontece a ti, algo que faz parte da tua vida: queres saber o que é o tempo porque pretendes conhecer-te melhor, porque te interessa saber de que se trata tudo isto - a vida - em que acontece estares metido. perguntar «o que é o tempo?» é algo semelhante a perguntar «como sou eu?».


Savater


I - Filosofia? O que é isso?

II - Sócrates: culpado!

III - Lá em cima e cá em baixo: os dois herdeiros

IV - O cuidado consigo mesmo

V - A filosofia sobe aos altares

VI - Muitos humanos e satisfeitos por isso

VII - A alma e as máquinas

VIII - Faça-se luz!

IX - A revolução das ideias

X - Foi mesmo ontem

XI - Explicação Final

XII - Despedida

XIII - Cronologia

quinta-feira, 19 de maio de 2011

adam smith (1723-1790)


Parte I Da Correcção da Conduta.

Tem três secções. A primeira fala-nos do sentido da correcção, analisando a simpatia e a simpatia mútua, das virtudes afáveis e respeitáveis, entre outros assuntos. A segunda, evidencia-nos os graus das diferentes paixões que são compatíveis com a correcção, analisando as paixões que se originam com o corpo, as paixões que se originam numa inclinação ou hábito particular da imaginação, as paixões antisociais e sociais, assim como das paixões egoístas. A terceira analisa os efeitos da prosperidade e a adversidade sobre o juízo da pessoas relativamente à correcção da conduta. Pretende argumentar nesta asecção o quanto da nossa simpatia com a tristeza é geralmente uma sensação mais intensa que a nossa simpatia com a alegria, analisa a origem da ambição, asim como a corrupção dos nossos sentimentos morais.


Parte II Do Mérito e o Demérito, os os Objectos da Recompensa e o Castigo.

É constituída por três secções. Na primeira, analisa o sentido do mérito e o demérito, na segunda a justiça e a beneficiência, enquanto que na terceira argumenta a influêmncia da fortuna nos sentimentos do ser humano, relativamente ao mérito ou demérito das acções.


Parte III. Do Fundamento dos Nossos Juízos Acerca dos Nossos Próprios Sentimentos e Conduta, e do Sentido do Dever.

Analisa nesta terceira temas como do princípio da auto-aprovação e auto-desaprovação, do amor e do louvável e do pavor da reprovação, da influência e autoridade da consciência, d anatureza do auto-engano, e a origem e utilidade das regras gerais, da influência e autoridade das regras gerais e em que casos o sentido do dever há-de ser o único princípio da nossa conduta e em que casos hão-de concorrer também outro tipo de motivações.


Parte IV Do Efeito da Utilidade sobre o Sentimento da Aprovação

Fala-nos da beleza que a aparência de utilidade confere a todas as produções artificiosas e pretende ampliar a influência desta espécie de beleza e abarca a beleza da aparência da utilidade que ela confere à personalidade e aos actos do ser humano e em que medida a percepção desta beleza pode ser considerada como um dos princípios fundamentais da aprovação.


Parte V Da Influência do Costume e a Moda sobre os Sentimentos de Aprovação e a Desaprovação Moral

Aqui analisa a influência do costume e a moda sobre as nossas noções de beleza e de fealdade, assim como a influência do costume e da moda sobre os sentimentos morais.


Parte VI Do Carácter da Virtude

Divide em três secções. Na primeira, fala-nos do carácter do ser humano enquanto que afecte a sua própria felicidade, ou da prudência. Na segunda, evoca o carácter do ser humano, enquanto afecta a felicidade de outros seres humanos. Finalmente, na terceira secção aborda a continência.


Parte VII. Dos Sistemas de Filosofia Moral

Constituída por quatro secções. Explana na primeira as questões que devem ser examinadas numa teoria dos sentimentos morais. Na segunda, evoca as diferentes explicações que têm sido dadas acerca da natureza da virtude. Na terceira, examina os diferentes sistemas que têm sido elaborados relativamente ao princípio de aprovação e, finalmente, na quarta secção, temos a forma em que os distintos autores têm abordado as regras práticas da moral.



domingo, 1 de maio de 2011

da justiça e da política



I

Corrupção: problema legal ou ético?

O pacto da corrupção

Variedade de corrupção

Causas e áreas de risco da corrupção


II

A inoperância da justiça

O papel dos média no combate à corrupção

A ineficácia da resposta política

O papel da sociedade civil: da tolerância

ética, política e economia


I - Economia e Moral
II - Economia, Ciência e Política
III - Financiamento e Eficiência Económica
IV - A Recente Crose Financeira Internacional

sábado, 30 de abril de 2011

joão paulo II a minha homenagem



LIMITE IMPOSTO AO MAL


Mysterium iniquitatis: a coexistência do bem e do mal

Ideologias do mal

O limite imposto ao mal na história da Europa

A Redenção como limite divino imposto ao mal

O mistério da Redenção

A Redenção: vitória dada como tarefa ao homem


LIBERDADE E RESPONSABILIDADE


Para um uso justo da liberdade

A liberdade é para o amor

A lição da história recente

O mistério da Misericóridia


PENSANDO PÁTRIA

(PÁTRIA - NAÇÃO - ESTADO)


Sobre o conceito de pátria

O patriotismo

O conceito de nação

A história

Nação e cultura


PENSANDO EUROPA

(POLÓNIA - EUROPA - IGREJA)


A Pátria Europeia

A evangelização da Europa Centro-Oriental

Frutos bons no terreno do iluminismo

Missão da igreja

Relação da Igreja com o Estado

A Europa no contexto dos outros continentes


DEMOCRACIA: POSSIBILIDADES E RISCOS

A democracia contemporânea

Regresso à Europa?

A memória materna da Igreja

A dimensão vertical da história da Europa


EPÍLOGO

«Alguém tinha guiado aquela bala...»


domingo, 24 de abril de 2011

da felicidade do homem e da mulher




O objectivo deste ensaio é explicar, tão claramente quanto me for possível, as razões de uma opinião que comecei a defender logo na altura em que formei as minhas primeiras opiniões em assuntos de natureza social e política e que, longe de enfraquecida ou modificada, se tem visto continuamente reforçada pelo progresso da minha reflexão e experiência de vida: que o princípio que regula as relações sociais entre os dois sexos - a subordinação legal de um sexo ao outro - está em si mesmo errado, constituindo hoje um dos principais obstáculos ao desenvolvimento humano; e que, justamente por isso, deveria ser substituído por um princípio de perfeita igualdade, que não admitisse qualquer poder ou privilégio de um dos lados, nem discriminação do outro.




Mill






Diário Ilustrado (21 Fev. 1893)




Diário Ilustrado (17 Jun. 1893)



Diário Ilustrado (26 Nov. 1892)





Diário Ilustrado (26 Jun. 1893)

sábado, 23 de abril de 2011

roger garaudy

precisamos de esperança!


O Livro dos Saberes Práticos







Esta pergunta nunca se pôs, em nenhum ponto do mundo, porque as religiões, todas as religiões e todas as sabedorias, ensinavam ao homem as suas origens e os fins últimos da sua vida. / Todavia, na Europa, e só a partir do século XVI, apareceu a pretensão do homem de gerir o mundo em vez de Deus. / Esse homem sonhou com uma outra felicidade: tornar-se dono e possuidor da natureza através de uma ciência e de uma técnica que lhe davam também poder sobre os outros homens. sobre todos os continentes do planeta. / Este desejo de poder, de abundância e de crescimento, nos séculos XVIII e XIX, teve a esperança de satisfazer-se indefinidamente. Este provisório triunfo - a que multidões foram sacrificadas - foi apelidado de «progresso pelos abastados e seus ideólogos. / Na primeira metade do século XX, a grande crise de 1929 e duas guerras mundiais puseram em questão esse optimismo. / Nasceram então, de Heidegger a Sartre, e depois a Foucault, as ideologias sem esperança do nada e do absurdo, depois da morte do homem após a de Deus.



Roger Garaudy








I - Uma Teologia da Dominação será uma Resposta?


No ínício era Paulo


O Evangelho de Paulo


A teologia de Paulo nos Evangelhos


De Jesus a Paulo


O passado: o «paulismo político»


II - Que Deus? Que libertação?


O futuro: que Reino anuncia Jesus?


Será possível um diálogo Norte-Sul? «Nova evangelização» e «Aplicação da shari`a»


O ateísmo, momento necessário da fé: Kierkegaard, Marx, Nietzsch~e


Como falar da fé a um homem irreligioso?


A reconquista da esperança

quarta-feira, 20 de abril de 2011

zola acuso



tenho o maior prazer em divulgar e em partilhar este raro folheto bibliográfico, a tradução portuguesa do famoso texto de zola, j`accuse! desconhecia esta mesma tradução e este folheto. e depois temos assim, de surpresas inestimáveis do dia, como foi ontem, esta oferta do dr. manuel sá marques. não é a primeira vez que o dr. manuel sá marques me oferece raridades bibliográficas, umas que conheço e não tenho, e de um momento para o outro passei a ter esses mesmos livros. já muitas dessas ofertas aqui as coloquei. resta-me apenas agradecer com a minha amizade que será eterna, simplesmente, fraternalmente.































































quarta-feira, 13 de abril de 2011

ética





  • "A ética é, como Aristóteles ensinou, uma ciência prática. Trata-se de uma ciência porque produz conhecimento; e é uma ciência prática porque diz respeito à aplicação de princípios abstractos a problemas concretos da acção humana. O conhecimento e a acção são, pois, os dois objectos essenciais da ética, aquilo que tem de visar a pessoa que quiser «ser moralmente boa» ou «agir moralmente bem»." (15)


I - Ética, Conhecimento e Acção


II - Conceitos Básicos da Teoria Moral I


III - Conceitos Básicos da Teoria Moral II


IV - Close-up no Bem da Vida

singer e a ética




  • "Algumas pessoas pensam que hoje a moralidade está ultrapassada. Vêem a moralidade como um sistema de proibições puritanas desagradáveis, que foram concebidas sobretudo para impedir as pessoas de se divertirem. Os moralistas tradicionais alegam ser defensores da moralidade em geral, mas na verdade estão a defender um código moral específico. As pessoas permitiram que eles se apropriassem desta área a tal ponto que, quando lemos na manchete de um jornal BISPO ATACA A DECADÊNCIA DOS PADRÕES MORAIS, esperamos encontrar mais alguma coisa sobre promiscuidade, homossexualidade, pornografia e assim por diante, e não algo sobre as quantias insignificantes que doamos para o auxílio internacinal às nações mais pobres ou a nossa imprudente indiferença para com o meio ambiente do nosso planeta. / Assim, a primeira coisa a dizer sobre a ética é que esta não consiste num conjunto de proibições [...] / Em segundo lugar, a ética não é um sistema ideal que é nobre na teoria, mas que não tem qualquer importância prática. O inverso está mais próximo da verdade: um juízo ético sem importância prática tem de padecer também de um defeito teórico, já que a única finalidade dos juízos éticos é orientar a prática. [...] / Em terceiro lugar, a ética não é algo que seja inteligível apenas no contexto da religião. [...] A quarta e última tese sobre a ética que vou rejeitar é a de que a ética é relativa ou subkectiva. Pelo menos, vou rejeitar esta tese em alguns dos sentidos em que costuma ser entendida[....] / Para começar, consideremos a ideia muito difundida de que a ética é relativa à sociedade em que vivemos."(25-27)



  • "A primeira tentativa de distinguir aquilo que é ético daquilo que não é ético fracassou, mas podemos aprender com os nossos erros. Descobrimos que temos de admitir que aqueles que têm convicções éticas pouco convencionais também vivem de acordo com padrões éticos se acreditarem, por alguma razão, que está certo procederem dessa maneira... A ideia de viver de acordo com padrões éticos está ligada à ideia de defender o nosso modo de vida, de apresentar razões a seu favor ou de o justificar. Deste modo, as pessoas podem fazer todo o género de coisas que consideramos erradas, mas, se estão dispostas a defender e a justificar aquilo que fazem, então vivem de acordo com padrões éticos. Podemos julgar que a justificação é inadequada e sustentar que as acções são erradas, mas a tentativa de justificação, independentemente de ser ou não bem-sucedida, é suficiente para colocar a conduta das pessoas no domínio da ética. Quando, pelo contrário, as pessoas não podem avançar qualquer justificação para aquilo que fazem, podemos rejeitar a sua pretensão a viver de acordo com padrões éticos, mesmo que a sua conduta esteja em conformidade com os princípios morais convencionais." (31).






  • A Natureza da Ética



  • Além da Barreira da Espécie



  • Salvar e Tirar Vidas Humanas



  • Ética, Interesse Pessoal e Política